A Federação Marfinense de Futebol anunciou nesta sexta-feira o fim da passagem de Emerse Faé pela seleção da Costa do Marfim, após a decisão do treinador de 42 anos de não renovar seu contrato, que se encerrava oficialmente em 31 de julho de 2026.
A federação confirmou, em comunicado oficial, que o contrato de Faé não será renovado, agradecendo profundamente ao treinador por seu "comprometimento, profissionalismo e serviço prestado à seleção nacional durante todo o seu período de trabalho".
O comunicado acrescentou: "Reconhecemos sua contribuição para o desenvolvimento da seleção e os resultados alcançados sob sua liderança, que continuarão sendo uma parte importante da história do futebol marfinense moderno".
O comitê executivo da federação apresentou seus mais calorosos cumprimentos a Faé, desejando-lhe "muita sorte e sucesso em sua carreira profissional", e informou que anunciará no momento oportuno as decisões relativas à nomeação de um novo treinador para a seleção e à composição de sua comissão técnica.
Um legado repleto de números e história
O nascido na cidade francesa de Nantes deixa a Costa do Marfim com um notável legado como treinador. Durante seu mandato, comandou a seleção em 36 partidas, nas quais conquistou 25 vitórias, 4 empates e apenas 7 derrotas.
A conquista mais marcante de Faé permanece sendo a liderança da Costa do Marfim ao título da Copa Africana de Nações de 2023 em casa, título que devolveu a seleção marfinense ao protagonismo continental.
Ele também obteve outro feito histórico ao levar a seleção à classificação para a Copa do Mundo de 2026, na primeira participação do país em um Mundial desde a edição de 2014, após uma campanha perfeita nas eliminatórias, em que as redes da equipe não foram balançadas por nenhum gol.
Assim, cai o pano sobre a era de Emerse Faé, cuja saída era esperada com o fim de seu contrato, dando início à busca da Federação Marfinense por um sucessor capaz de continuar a construir sobre o que foi conquistado.



