Na última temporada, o Atlético-MG, com Marcelo Oliveira, chegou até a final da Copa do Brasil, perdendo a decisão para o Grêmio, e ficou no quarto lugar do Campeonato Brasileiro, garantindo vaga na Copa Libertadores. Os resultados não foram ruins, mas se esperava mais pelo nível do time e do elenco e o enorme investimento feito. A pressão por melhores desempenhos, resultados e títulos era enorme, e o treinador acabou demitido antes mesmo do duelo de volta da final do torneio mata-mata.
Além da falta de títulos, com a conquista na Copa do Brasil já parecendo praticamente impossível após a derrota no duelo de ida da final, no Mineirão, pesou o futebol pobre e desorganizado do Alvinegro e a irregularidade.
Neste ano, o Cruzeiro de Mano Menezes lembra um pouco aquele Galo de Marcelo Oliveira. A equipe celeste está no G6 do Brasileirão, garantindo uma vaga na próxima Libertadores, e na final da Copa do Brasil, onde irá enfrentar o Flamengo. A vaga no torneio continental e na final do campeonato nacional mata-mata são pontos em comum com o rival na temporada passada, e a cobrança apesar disso também.
Eduardo Valente/Light Press/CruzeiroA Raposa, muitas vezes, também apresenta um futebol pobre e sem criatividade, como a equipe alvinegra, mas também existem diferenças. No Cruzeiro de Mano, existe organização, principalmente defensiva, um ponto totalmente contrário ao Atlético-MG de Marcelo Oliveira, em 2016, e a equipe possui variações táticas.
No entanto, a irregularidade também persiste. Apesar de estar no G6 e na final da Copa do Brasil, o Cruzeiro de Mano Menezes não consegue empolgar nem engrenar. Nos últimos 20 jogos, são seis derrotas, oito empates e seis vitórias. O futebol apresentado e o desempenho não agradam e o time celeste, como o rival alvinegro em 2016, vive um caso curioso. Não à toa, as cobranças da torcida e da imprensa sempre aparecem. Resta ver se o desfecho será diferente ou igual.



