Depois de uma passagem de sucesso pelo Fluminense, marcada pelo título da Libertadores de 2023, Nino deixou o clube e seguiu para o Zenit, da Rússia. Nos últimos anos, o zagueiro voltou a ser alvo do Tricolor e também esteve na mira do Palmeiras, mas nenhuma das negociações foi concretizada. Em entrevista recente à Felipe Melo TV, o defensor explicou os bastidores das conversas e falou sobre a frustração por não ter conseguido retornar ao futebol brasileiro.
"Em dezembro do ano passado, houve um interesse do Palmeiras e do Fluminense. Os dois clubes quiseram a minha contratação. Você [se referindo a Felipe Melo], como meu amigo pessoal, sabe que tenho um filho, Antônio, com síndrome de Down. A gente pensa e sabe que, para ele, estar no Brasil seja melhor para o desenvolvimento dele, da fala, como um todo", contou o atleta.
A situação fez com que Nino e a esposa mantivessem as portas abertas para um eventual retorno ao país. O zagueiro explicou que a possibilidade de voltar ao Brasil não estava necessariamente ligada a um clube específico, mas também às necessidades da família e ao desenvolvimento do filho.
"Desde o nascimento do Antônio, eu e minha esposa nunca fechamos porta para clube nenhum, porque a gente sabe que, em algum momento, vamos ter que priorizar o desenvolvimento dele à minha carreira profissional. Então, sempre deixamos as portas abertas", disse.
Enquanto o Palmeiras não tinha condições de aguardar até a definição do Campeonato Russo, o Fluminense voltou a negociar com o Zenit após a conquista do título. A equipe carioca chegou a apresentar uma proposta considerada boa pelo defensor, mas os russos exigiram um valor maior e as partes não conseguiram chegar a um acordo.
"O Palmeiras e o Fluminense surgiram. A questão foi que, em dezembro do ano passado, quando os clubes chegaram, o Zenit falou que só me venderia se fosse campeão. O título só se resolveu em junho, então o Palmeiras não podia esperar até junho e desistiu da contratação", afirmou.
"Pós-título, o Zenit disse que toparia vender, mas nas condições deles. O Fluminense fez uma ótima proposta, mas eles pediram mais, e o Fluminense chegou no teto. As negociações não chegaram no ponto de eu dizer quero ir para este ou aquele, mas as negociações com o Zenit não avançaram", seguiu.
Desde que chegou à Rússia, Nino se consolidou no Zenit e acumulou títulos importantes. O zagueiro conquistou o Campeonato Russo em duas oportunidades, além da Copa da Rússia e da Supercopa da Rússia. Na temporada atual, o defensor segue integrado ao elenco e soma oito partidas (sete como titular), enquanto o Zenit ocupa a quinta posição do Campeonato Russo.
Apesar das especulações sobre uma possível renovação até 2030, Nino afirmou que não houve contato oficial para estender seu vínculo. O jogador tem contrato com o Zenit até junho de 2028 e, por enquanto, não sabe qual será o próximo passo da carreira.
"Essas notícias saíram aqui na Rússia também [de uma suposta renovação de contrato com o Zenit até 2030], mas, oficialmente, não teve nenhum contato. Eu tenho contato muito bom a diretoria. Tenho contrato até junho de 2028, está caminhando da metade para o fim", disse.
Mesmo com o vínculo vigente, Nino não descarta uma nova tentativa de retorno ao Brasil no futuro. O zagueiro ressaltou que qualquer movimento dependerá de um acordo com o Zenit, mas deixou claro que a situação familiar continuará sendo um fator importante para suas decisões.
"É muito difícil saber o que vai acontecer daqui para frente, futebol muda muito rápido. Por meu filho, a gente não fecha nunca a porta de volta ao Brasil. A situação é que eu tenho dois anos de contrato e algo que venha a acontecer tenha que ser de acordo com o Zenit", finalizou o defensor.

