O inglês pode seguir seu próprio caminho, como ilustrou antes do clássico do futebol alemão contra o Borussia Dortmund (sábado, às 18h30/Sky) com uma comparação inusitada com o mundo animal.
"Vince nos disse com toda a clareza que não queria que seus auxiliares fossem mini-Vinnies e que todos fizessem exatamente a mesma coisa o tempo todo", afirmou Danks. "Somos todos diferentes, mas nos complementamos. A analogia que uso para a comissão técnica é a da zebra e do avestruz."
Como assim? "A zebra e o avestruz", explicou Danks, "vivem juntos na savana e têm uma relação de ajuda mútua: a zebra tem uma audição e um olfato muito bons, mas sua visão não é tão boa. Então, se fareja ou ouve alguma coisa, sai correndo, e o avestruz vai atrás." O contrário também funciona: "O avestruz tem olhos muito grandes e uma visão incrivelmente boa. Então, se vê alguma coisa e sai correndo, a zebra vai atrás."
Aplicado ao futebol, isso significa: "Precisamos ser zebras e avestruzes. Não podemos ter todos a mesma opinião, não podemos enxergar as coisas todos da mesma maneira. Precisamos olhar para as coisas de perspectivas um pouco diferentes." É isso que ele tenta colocar em prática com a comissão técnica. "Em cada sessão de treino, um de nós trabalha o jogo ofensivo, outro, a defesa, um trabalha com os meio-campistas, outro, com os atacantes, seja qual for a necessidade do momento. Assim, temos perspectivas diferentes."
Essas perspectivas, concluiu Danks ao encerrar sua comparação com o mundo animal, acabam se juntando e levando a soluções comuns. "Vince contribui para esse conjunto com seu estilo de liderança e sua experiência como ex-jogador profissional, trazendo perspectivas valiosas." Mas, afinal, nenhum avestruz consegue ficar sem uma zebra, nem uma zebra sem um avestruz.



