A finalíssima da Copa Libertadores está marcada para o dia 9 de dezembro, um domingo, no Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid. A decisão de levar a decisão sul-americana para a Europa, após os acontecimentos lamentáveis em Buenos Aires, causou impacto mundial e muita polêmica.
Foi uma decisão relâmpago, tomada em apenas 48 horas, possível graças ao trabalho, boa vontade e predisposição de todas as partes envolvidas: CONMEBOL, FIFA, UEFA, governo espanhol, federação espanhola e Real Madrid. E que marcou oficialmente a reaproximação de Luis Rubiales e Florentino Pérez.
A cooperação entre os presidentes da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e do gigante merengue foi vital para que o Bernabéu fosse escolhido como palco do evento, além de ter estabilizado, desta vez aos olhos públicos, a relação entre Rubiales e Florentino, segundo apurado pela Goal.
Não era segredo que a contratação de Julen Lopetegui, então treinador da seleção espanhola, pelo Real Madrid, dias antes da estreia na Copa do Mundo, azedou a relação entre os dirigentes. O clima não era nada bom entre as partes, mas o tempo fez questão de cicatrizar as feridas – e Lopetegui durou pouco tempo no comando dos merengues.
Meses atrás, Florentino e Rubiales selaram a paz em um encontro privado, sem a presença de jornalistas ou fotógrafos. A reunião ajudou a preparar o terreno sobre o qual ambos cooperariam para trazer a final da Libertadores para a capital espanhola, e o mais recente comunicado emitido pela federação espanhola, presidida por Rubiales, deixou isso bastante evidente.
“A partida acontecerá no estádio Santiago Bernabéu graças à colaboração ativa do Real Madrid, que ofereceu todas as facilidades para que aconteça a final”.

