Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
FC Barcelona v Paris Saint-Germain - UEFA Champions League 2025/26 League Phase MD2Getty Images Sport
Traduzido por

Laporta vira o jogo: Barcelona recupera a influência perdida

O Barcelona já não é aquele clube cercado por crises e com posições enfraquecidas fora de campo, como aconteceu durante a temporada 2020-2021. O clube catalão começou a recuperar gradativamente seu peso institucional e a reconstruir sua influência dentro do sistema do futebol europeu, depois que sua imagem passou de um clube afundado em crises para uma instituição capaz de negociar e impor sua presença à mesa dos grandes do esporte.

O Barcelona recuperou sua posição nos círculos de tomada de decisão do futebol europeu, após anos de afastamento devido à sua insistência no projeto da Superliga Europeia. Depois de romper sua relação com a entidade patrocinadora do projeto, o clube apresentou um pedido para retornar à Associação de Clubes Europeus, anteriormente conhecida como ECA, obtendo aprovação por unanimidade em fevereiro de 2026.

E o Barcelona não se contenta com o simples retorno: planeja disputar o cargo de vice-presidente da associação em 2027, após uma série de contatos e reuniões que juntaram o presidente do clube, Joan Laporta, a vários dos mais destacados dirigentes do futebol europeu, entre eles Nasser Al-Khelaïfi, presidente do Paris Saint-Germain, e Aleksander Ceferin, presidente da União das Associações Europeias de Futebol.

A Associação de Clubes Europeus adquire grande importância por representar mais de 800 clubes e por participar de pautas decisivas relacionadas às competições, às datas das partidas, aos regulamentos financeiros, ao mercado de transferências, aos direitos comerciais e às políticas que regulam o futebol europeu.

E, após um período de confronto com as instituições do futebol europeu, o Barcelona voltou à mesa de negociações mais uma vez, recuperando uma parte importante de sua presença institucional, conforme informou o jornal espanhol Mundo Deportivo.



O fim da guerra com a LaLiga?

A mudança não se limitou à relação com as instituições europeias, estendendo-se também à LaLiga, após anos de tensão entre Laporta e Javier Tebas.

A relação entre as duas partes testemunhou divergências acentuadas nos últimos anos, chegando por vezes a confrontos públicos, antes de surgirem sinais de uma mudança de tom durante a cerimônia de posse de Laporta para um segundo mandato como presidente do Barcelona, em julho passado.

A diretoria do clube percebeu que melhorar a relação com a LaLiga se tornou uma necessidade, especialmente porque o Barcelona já não trata a liga como um adversário permanente, mas sim como um parceiro essencial na gestão das pautas comuns, apesar de persistirem alguns pontos de divergência.

Flick recolocou o Barcelona em evidência

Grande parte da recuperação da força institucional do Barcelona está ligada à grande transformação esportiva que o clube viveu desde a chegada de Hansi Flick ao cargo de técnico.

Os resultados sólidos e os títulos devolveram ao time sua imponência e mudaram a forma como as instituições esportivas enxergam o Barcelona. O clube já não é visto como uma instituição que sofre de uma crise contínua, mas sim como uma força esportiva que possui verdadeiras cartas de negociação.

Isso também se refletiu na relação do clube com a Federação Espanhola de Futebol, diante da dependência das seleções nacionais em relação a vários dos mais destacados jogadores do Barcelona, como Eric García, Pau Cubarsí e Raphinha, o que conferiu ao clube um peso adicional em algumas pautas relacionadas aos jogadores e aos períodos de paralisação por datas Fifa.



De uma crise financeira a uma confiança econômica

No âmbito econômico, o Barcelona também conseguiu avançar de forma importante rumo à recuperação da confiança das instituições e empresas, após a crise administrativa e financeira que lançou suas sombras sobre o clube e levantou amplos questionamentos sobre seu modelo de gestão.

Para financiar o projeto Espai Barça, o clube foi obrigado a lidar com grandes instituições financeiras e de investimento, entre elas a Goldman Sachs e a JP Morgan, e a reorganizar várias pautas financeiras complexas.

E, apesar da dificuldade das condições e dos desafios que acompanharam o projeto, o Barcelona conseguiu desenvolver mecanismos mais eficazes para lidar com suas obrigações financeiras, enquanto o projeto de reforma do estádio Spotify Camp Nou se tornou uma das mais destacadas apostas econômicas e comerciais do clube.

Em setembro passado, os sócios do clube aprovaram um novo financiamento no valor de 510 milhões de euros para concluir as obras de reforma do estádio, em um passo que reflete a dimensão da aposta no projeto e sua capacidade futura de abrir novas fontes de receita e reforçar o valor comercial do clube.

Laporta colhe a confiança

Essas transformações vieram para dar a Laporta um forte impulso no âmbito interno, depois de ter sido reeleito presidente do Barcelona com 68% dos votos. Suas decisões econômicas também contaram com o apoio da assembleia geral, apesar das críticas que acompanharam o atraso nas obras do estádio e algumas decisões administrativas ao longo do período recente.

Assim, o quadro parece completamente diferente do que era há poucos anos. O Barcelona ainda enfrenta desafios financeiros, esportivos e administrativos, mas o clube recuperou uma parte importante de sua influência e voltou às grandes mesas de negociação na Espanha e na Europa.

E entre a força do time dentro de campo, a melhora de suas relações institucionais e a continuidade dos trabalhos no projeto do Camp Nou, o Barcelona busca consolidar uma nova fase cujo lema é a recuperação do prestígio e da influência, depois de, até pouco tempo atrás, tentar apenas conter suas crises.



GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

Siga a GOAL no Google