Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
Julian AlvarezGetty Images
Traduzido por

"Irrisória": a Federação Espanhola define a punição do Barcelona no caso Álvarez

A Federação Espanhola de Futebol aplicou uma punição ao Barcelona no caso que reacendeu a tensão em sua relação com o Atlético de Madrid, depois que este último acusou o clube catalão de ter entrado em contato com Julián Álvarez, um de seus principais astros, sem seguir os procedimentos previstos nos regulamentos de transferências.

Mas a decisão final ficou muito abaixo do que poderiam ter alcançado as punições apresentadas no início da investigação, trazendo à memória um episódio semelhante que envolveu os dois clubes anos atrás.


O jornal espanhol Mundo Deportivo revelou que o Barcelona se limitará a pagar uma multa que o próprio jornal classificou como irrisória, no valor de 602 euros, após o encerramento da investigação aberta pela Federação Espanhola de Futebol em razão da reclamação do Atlético de Madrid a respeito de Julián Álvarez.

Segundo o jornal, a decisão se baseou no artigo 133 do regulamento disciplinar da Federação Espanhola, relativo ao descumprimento de instruções, decisões e obrigações regulamentares, que permite a aplicação de multa de até 602 euros em infrações leves, além de outras possíveis punições, como a suspensão ou a proibição de exercer a atividade por um período determinado, ou o fechamento do estádio por uma partida.

A Federação Espanhola havia aberto uma investigação disciplinar excepcional no caso no fim de julho passado, após uma reclamação oficial apresentada pelo Atlético de Madrid.

O Mundo Deportivo esclareceu que a Federação Internacional de Futebol não assumiu o caso, por não ter competência sobre o litígio entre dois clubes pertencentes à mesma federação nacional.

Por que o Atlético de Madrid reclamou do Barcelona?

As raízes do caso remontam ao interesse do Barcelona em contratar o atacante argentino Julián Álvarez, que tem contrato com o Atlético de Madrid até junho de 2030, com uma cláusula de rescisão no valor de 500 milhões de euros, de acordo com relatos da imprensa espanhola.

O Atlético acusou o clube catalão de ter entrado em contato com o jogador e de tentar atraí-lo apesar da vigência de seu contrato, considerando que esses contatos ocorreram durante o período de proteção contratual, que impõe restrições à negociação com o jogador sem o cumprimento das regras que a regulamentam.

O clube madrilenho se baseou no regulamento das competições espanholas, que estabelece a necessidade de notificar por escrito o clube que deseja contratar um jogador profissional vinculado a um contrato em vigor com seu clube atual, antes de iniciar as negociações com o jogador.

O Atlético havia anunciado em maio passado sua objeção ao que descreveu como uma campanha contra Álvarez, apontando vazamentos, declarações e contatos que considerou ofensivos ao clube. E, em 30 de junho, apresentou uma reclamação oficial à Federação Espanhola e à Federação Internacional.

Por outro lado, o interesse do Barcelona no atacante argentino era declarado, e o presidente do clube, Joan Laporta, falou sobre o desejo do técnico Hansi Flick de contratá-lo, enquanto o Atlético manteve a recusa em abrir mão do jogador, e seus dirigentes afirmaram que não desejam vendê-lo nem mesmo diante de ofertas elevadas.

O caso Griezmann volta à tona

O caso Álvarez não representa um precedente inédito entre os dois clubes, já que o verão de 2019 testemunhou um confronto semelhante quando o Atlético de Madrid reclamou do Barcelona por suas negociações com o atacante francês Antoine Griezmann, que acabou se transferindo para a equipe catalã.

O caso, na época, terminou com uma multa de apenas 300 euros ao Barcelona, embora a investigação tenha apontado a existência de infrações relacionadas ao início das negociações sem notificação prévia ao Atlético.

A Federação também não aprovou a proposta de fechamento do estádio Camp Nou por uma partida.

Essa semelhança entre os dois casos evidencia a diferença limitada entre a dimensão do litígio esportivo e a sanção financeira a que chegaram os procedimentos; pois, nas duas ocasiões, o Atlético recorreu às instâncias competentes em protesto contra a forma como o Barcelona lidou com um jogador a ele vinculado por contrato, mas a punição financeira permaneceu limitada.

GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

Siga GOAL no Google