Início ruim no Brasileirão expõe desgaste interno no Flamengo e pedidos por "aparição" de Landim

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Alexandre Vidal/CR Flamengo

O desempenho ruim neste início de Campeonato Brasileiro explodiu uma crise interna no Flamengo e colocou o trabalho do técnico Rogério Ceni em xeque. O desgaste é grande, ainda que a diretoria tenha decidido, antes mesmo da derrota para o Atlético-MG, seguir com o técnico no comando. Os problemas, no entanto, não se resumem ao comandante e expõe, mais uma vez, o desgaste entre o departamento de futebol e outros dirigentes. 

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Não é de hoje que o diretor de futebol Bruno Spindel, e o vice-presidente da pasta, Marcos Braz, têm seus trabalhos questionados por outras áreas. Para alguns dirigentes próximos a Rodolfo Landim, há falta de comando no futebol. O presidente, por sua vez, tenta encontrar o equilíbrio e mantém a confiança na dupla, que também têm queixas. 

A falta de reforços é uma delas. O departamento de futebol entende que tem trabalhado bem para cumprir as metas orçamentárias, mas ainda assim segue com as rédeas curtas. As trativas para o retorno de Rafinha foram desgastantes e para Braz e Spindel, estavam dentro do que o clube podia oferecer. 

Rodolfo Landim, inclusive, tem sofrido pressão de alguns conselheiros. Um dos pedidos é de que o presidente dê as caras e responda alguns questionamentos, entre eles o de que o financeiro não libera verba necessária para que o clube contrate novos jogadores. Na última quinta-feira (09), o vice-presidente da pasta, Rodrigo Tostes, veio a público desmentir informações de que seria o grande responsável por barrar a saída de Rogério Ceni. 

"Esclareço que as decisões referentes à área de futebol, apesar de precisarem estar em conformidade com a responsabilidade financeira do clube, são tomadas pelo departamento de futebol. Cabe somente ao departamento analisar a situação e apresentar suas recomendações à presidência", frisou o dirigente. 

Apesar disso, a saída de Domènec Torrent, que custou mais de R$ 10 milhões aos cofres do clube impactou bastante no planejamento. Este também é um dos motivos para manter a calma e dar mais alguns dias de trabalho a Rogério Ceni. O entendimento interno é de que o custo benefício do treinador e de sua comissão técnica é algo difícil de encontrar no mercado. 

Há também uma aposta na evolução da equipe com o time completo. No próximo domingo (11), diante da Chapecoense, no Maracanã, Gabigol e Everton Ribeiro devem estar à disposição, ao menos no banco de reservas. Arrascaeta e Maurício Isla já retornaram e Ceni ganhou também o volante Piris da Motta. Não são novas caras, mas são "reforços" importantes para que Ceni consiga se manter no clube.