O Barcelona respirou aliviado, finalmente. Depois de anos de sofrimento e confusão nos últimos momentos antes do início de LaLiga, o clube catalão resolveu a questão do registro de suas novas contratações a tempo, confirmando que uma nova fase de estabilidade financeira e esportiva já começou de fato sob o comando de Hansi Flick, segundo o jornal espanhol Mundo Deportivo.
O clube estava confiante em sua capacidade de registrar todas as suas contratações antes da partida de abertura do campeonato, no domingo, diante do Elche, o que de fato se concretizou. A liga espanhola anunciou o registro da dupla Rodri Hernández e Karim Adeyemi como os primeiros reforços, tornando-os oficialmente disponíveis na lista de Flick e vestindo os números 16 e 14, respectivamente.
E não parou por aí, já que Andreas Christensen entrou para a lista das novas contratações depois de renovar seu contrato até 2028 com um salário bem menor do que o seu contrato anterior, que se encerrou em 30 de junho, num movimento que reflete o sacrifício do jogador e o desejo da diretoria de corrigir a tabela salarial.
Espera-se que as boas notícias continuem nas próximas horas, pois entre o meio-dia de hoje e amanhã aparecerão os demais reforços no site da liga como novos membros do time principal. Trata-se de Anthony Gordon e João Cancelo, enquanto a joia Jesse Bicio será registrado no time reserva.
O acontecimento mais importante nessa questão não está nos nomes, mas sim na regra pela qual o clube passa a operar. O Barcelona agora funciona sob a regra do 1:1 no mercado de transferências de LaLiga pela primeira vez desde a temporada 2020-2021, depois de conseguir superar os problemas financeiros que o algemaram por anos e que causavam um clima de incerteza antes de cada primeira rodada.
E graças à ausência de qualquer excedente na folha salarial, as coisas caminham de forma mais fluida e eficiente, o que deixou Flick muito feliz. A gestão esportiva, comandada por Deco, realizou um trabalho colossal no planejamento das entradas e saídas, o que permitiu reduzir a folha salarial de forma acentuada.
O clube economizou 40 milhões de euros com a saída de Robert Lewandowski e obteve um lucro total de 40 milhões de euros depois de contabilizar a depreciação e a economia salarial com a venda de Ferran Torres ao Paris Saint-Germain por 48,5 milhões de euros. Além disso, economizou 100% do salário de Ronald Araújo, emprestado ao Liverpool, que receberia 12 milhões de euros no total nesta temporada, enquanto o Ajax arca com apenas 10% do salário de Marc-André ter Stegen.
Também contribuíram as vendas de Ansu Fati ao Monaco por 11 milhões de euros — ele recebia 12 milhões até 2028 — e a saída de Marcus Rashford, cujo salário ultrapassava os 10 milhões, apesar de estar emprestado pelo Manchester United, para abrir um espaço financeiro decisivo. Soma-se a isso a expectativa de arrecadar receitas maiores no estádio Spotify Camp Nou após o retorno para jogar nele durante toda a temporada, além do aumento das receitas de patrocínio, fatores que levaram o Barcelona a essa situação segura e extremamente estável.



