Depois dos péssimos resultados da temporada e o estopim ao perder a Copa do Brasil para o Cruzeiro, a pressão para que o vice-presidente de futebol Eduardo Bandeira de Mello, também presidente do clube, deixasse a pasta aumentou. Entre torcida, oposição e até membros da atual diretoria isso era praticamente unanimidade.
Em recente entrevista para à Goal Brasil, o presidente mais vitorioso da história Rubro-Negra, Márcio Braga, pedia com palavras firmes a saída do mandatário da pasta do futebol. Nesta quinta-feira(5), Bandeira decidiu entregar a pasta para Ricardo Lomba, presidente do conselho deliberativo e membro do SoFla, grupo político e principal força da atual gestão.
O próprio SoFla entendia que era necessário que Bandeira entregasse o futebol, para os membros do grupo, o presidente sempre deixou a pasta muito fechada a seu poder e pouco ouvia os demais. O maior problema, porém, é o Flamengo acreditar que nos dias de hoje, no esporte cada vez mais profissional, um cargo amador é a solução dos problemas do departamento.
Gilvan de Souza / Flamengo
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)
Gilvan de Souza / FlamengoO grande sucesso de outras áreas do clube, passam, inclusive, pelo fato dos profissionais contratados e qualificados terem autonomia para trabalhar. Acontece assim no marketing, na comunicação e principalmente na área financeira, maior legado da atual gestão.
Indo além e analisando e cenário atual da Seleção Brasileira, por exemplo, enxergamos justamente o papel fundamental do profissional com autonomia no comando do futebol. Edu Gaspar foi a exigência de Tite para que assumisse o comando da Canarinho. Qualificado, o coordenador de futebol tem total aval para conduzir o processo da pasta. O mesmo acontece em outras áreas que apresentaram grande crescimento e mudança significativa na Confederação Brasileira de Futebol.
MoWA Press
(Foto: Pedro Martins / MoWa Press / Divulgação)
MoWA PressNo Flamengo e em qualquer outro clube brasileiro, o futebol precisa ser cada vez mais profissional e menos amador. Apesar de não ser de fato uma empresa precisa ser administrado como tal, com as pessoas que estudaram e se qualificaram para assumir os cargos com autonomia para tomar decisões.
Num clube que em todas as demais áreas entende que o segredo do sucesso é justamente esse, fica praticamente impossível de entender porque acreditam que no futebol, carro chefe, o tratamento deve ser diferente e o "amador" é quem deve centralizar todas as decisões.





