Gavi, estrela do Barcelona, vive um dos períodos mais delicados desde que foi promovido ao time principal, depois de ter passado por uma situação inédita em sua carreira.
O jornal Sport noticiou que Gavi não participou do Clássico, pela primeira vez desde sua estreia pelo Barcelona, por decisão técnica.
O técnico Hansi Flick não recorreu aos serviços de Gavi diante do Real Madrid, algo que carrega um significado especial tendo em vista a importância que o jogador atribui a esses confrontos, além de seu espírito competitivo nos grandes jogos.
Na verdade, Gavi foi um dos principais destaques das declarações que antecederam a partida, depois de ter demonstrado publicamente o quanto estava empolgado para enfrentar o rival tradicional.
No sábado, ele disse: "Nas partidas do Clássico, é preciso ir para a guerra. Não importa como cada um dos times chega ao jogo, pois são confrontos que se disputam até a morte".
Essas declarações refletiram o quanto Gavi estava empolgado, mas essa empolgação não teve prolongamento dentro de campo.
Seu lugar no banco de reservas não foi surpresa, mas a surpresa esteve no fato de Flick não lhe conceder nenhum minuto de atuação.
A presença de Gavi no time titular ficou restrita a um âmbito bastante limitado nesta temporada, e as dificuldades que ele enfrenta para encontrar um lugar na equipe se tornaram mais evidentes com o passar do tempo.
O técnico alemão havia discutido pessoalmente a situação com ele e lhe explicou o tamanho da forte concorrência existente no meio-campo.
Em setembro passado, Flick disse: "Gavi tem uma grande ambição e quer jogar sempre. Ele jogou, depois se lesionou e, em seguida, voltou a jogar, mas a equipe está indo bem em sua situação atual, e é preciso aceitar isso".
Essa mensagem apontava implicitamente que Gavi teria de ter paciência. Mas o problema está no fato de que sua situação ameaça se tornar ainda mais complicada. O retorno de Frenkie de Jong, que já voltou a atuar diante do Real Madrid, abre a porta para uma nova concorrência em uma região do campo na qual Pedri e Rodri parecem ter garantido seus lugares.
Além disso, Fermín e Dani Olmo oferecem outras opções de caráter ofensivo. E até mesmo Marc Bernal, tendo em vista suas características e sua posição em campo, está à frente de Gavi em número de minutos de atuação em alguns cenários.
Essa situação pode acabar transformando Gavi no último dos meio-campistas na ordem de opções de rodízio de Flick.
Aos 22 anos, Gavi se vê diante de um desafio que não esperava. Depois de superar sérios problemas físicos, ele precisa recuperar a continuidade e a presença influente na equipe.
Não há dúvida de que ele possui uma personalidade competitiva forte, mas agora é chamado a convencer Flick de que merece um lugar em um meio-campo no qual garantir uma vaga fica mais difícil a cada dia.
O contrato de Gavi com o Barcelona se estende até o ano de 2030, e ele também demonstra total compromisso com o clube. Ainda assim, continua sendo necessário acompanhar como sua situação vai evoluir de agora até janeiro próximo.
Flick aposta em um rodízio limitado de jogadores, mas mesmo diante dessas mudanças, os números de Gavi não parecem bons. Ele foi titular em apenas duas partidas e teve apenas um pequeno número de minutos em campo.
Sua marginalização neste Clássico é algo bastante chamativo, tendo em vista o impacto que Gavi costumava deixar em confrontos desse tipo.





