A tensão entre a torcida do Atlético de Madri e o atacante argentino Julián Álvarez aumentou depois que faixas de protesto apareceram nos arredores do centro de treinamento do clube, em Majadahonda, com mensagens diretas exigindo a saída do jogador, no mais recente indício da crescente insatisfação com sua postura sobre o futuro, já que o jogador quer se transferir para o Barcelona.
Esses acontecimentos se dão em um momento em que o Atlético mantém sua posição contrária à transferência de Álvarez para o Barcelona e, enquanto o clube catalão parece distante de concretizar o negócio, surge o interesse do Arsenal no atacante argentino como uma alternativa que pode levar a diretoria do Atlético de Madri a reconsiderar a ideia de sua saída.
A partida entre Atlético de Madri e Villarreal pelo Campeonato Espanhol, no próximo domingo, será o primeiro confronto direto entre Álvarez e a torcida, depois que o atacante argentino foi alvo de cânticos de protesto durante sua ausência na partida de estreia contra o Málaga.
Mas isso dependerá da decisão do técnico argentino Diego Simeone sobre escalar ou não seu compatriota na equipe titular, diante da revolta da torcida.
"Vá embora, Julián": a mensagem clara da torcida
Segundo o jornal "Mundo Deportivo", os jogadores do Atlético chegaram às instalações do clube na manhã desta sexta-feira e encontraram faixas penduradas nos arredores do centro de treinamento, entre elas a frase "Vá embora, Julián", ao lado do número 19 do atacante argentino riscado.
O próprio Álvarez estava entre os jogadores que viram essas mensagens ao chegarem ao local de treinamento da equipe, em uma cena que reflete a dimensão da crescente revolta da torcida em relação ao jogador.
Não foi a primeira vez que a torcida do Atlético demonstrou sua irritação com Álvarez, já que o jogador foi alvo de cânticos ofensivos por parte de uma parcela da arquibancada sul durante os acréscimos da partida da equipe contra o Málaga.
O silêncio de Álvarez aumenta a tensão
A escalada por parte da torcida ocorre apesar de Álvarez não ter voltado a falar sobre seu futuro desde as declarações que deu durante a Copa do Mundo, quando pediu para sair a fim de "realizar um sonho", em referência ao seu desejo de se transferir para o Barcelona.
Desde então, o atacante argentino não reabriu o assunto, mas suas declarações anteriores continuam a pesar sobre sua relação com a torcida do Atlético, parte da qual passou a enxergar sua postura como causa direta da atual tensão.
O Atlético fechou a porta para o Barcelona
Por outro lado, a diretoria do Atlético foi clara desde o início sobre sua posição a respeito da transferência de Álvarez para o Barcelona, pois considera que a forma como o clube catalão conduziu o assunto tornou a concretização do negócio algo altamente improvável.
O CEO do Atlético, Miguel Ángel Gil Marín, considerou a maneira do Barcelona de lidar com a questão como uma falta de respeito ao clube, o que reforçou a decisão da diretoria de rejeitar a ideia da transferência do atacante para o Camp Nou.
O Barcelona apresentou apenas uma proposta pela contratação de Álvarez, no valor de 100 milhões de euros, com o pagamento a ser feito em 6 parcelas, oferta que não foi bem recebida pela diretoria do Atlético, que a tratou com desdém, de acordo com o relatório.
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