O país do futebol está cada vez mais apaixonado pelo futebol americano. E não é à toa. A NFL ganha cada vez mais espaço no Brasil não apenas pelo esporte da bola oval ser apaixonante, emocionante e muito interessante, cheio de grandes e inspiradoras histórias e estratégias e técnicas, mas também por uma organização fenomenal, de dar inveja e para ser adaptada para a nossa realidade, e por tudo o que representa.
E em dias como este domingo (4), que marcam um Super Bowl, o número de apaixonados e fãs do futebol americano aumenta ainda mais e milhões ao redor do mundo ficam ligados na grande final da NFL, nos históricos comerciais e no aguardado show do intervalo. Não à toa, o SB é o evento esportivo que mais movimenta dinheiro no planeta e o mais valioso do globo, superando até mesmo os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo.
O planeta estará ligado no super duelo entre New England Patriots e Philadelphia Eagles. De um lado, o extraordinário Tom Brady, um dos maiores, se não o maior jogador da história da NFL, tenta fazer a franquia mais vitoriosa do milênio ganhar mais um Super Bowl e conquistar seu sexto anel de campeão.
Do outro, Nick Foles tenta levar seu time ao primeiro título do Super Bowl e dar um final incrível a uma história apaixonante, visto que ele era reserva e se tornou titular após a lesão de Carson Wentz, que vinha sendo o MVP da liga. Uma recuperação incrível dos Eagles, que mesmo sem seu QB titular, chegou até a decisão.

E entre os milhões que estarão ligados na partida, estará Robinho, meio-campista do Cruzeiro, que é fanático pelo futebol americano. Torcedor do Denver Broncos e fã de Peyton Manning, o jogador, em entrevista exclusiva à Goal Brasil em 2017, falou sobre a paixão pela NFL, seus atletas favoritos na liga, o que o futebol pode aprender com o esporte da bola oval e até brincou escolhendo uma posição. Confira:
Como surgiu essa paixão pela NFL?
Em 2009, minha mulher me deu um livro de futebol americano chamado 'Jogando por Pizza'. Eu li, gostei muito e de lá pra cá procurei aprender as regras, corri atrás para aprender mais sobre o esporte, acabei gostando, me apaixonando e quando estou de folga sempre procuro assistir. O primeiro jogo que eu assisti foi do Indianapolis Colts, na época do Peyton Manning, que eu gosto muito.
Você é torcedor do Denver Broncos. Tem algum jogador favorito no time e na liga?
Eu sempre fui fã do Peyton Manning. Mas como ele se aposentou recentemente, eu gosto muito de vários outros jogadores. Gosto muito do Aqib Talib, do Von Miller e do Demaryius Thomas, mas o que mais admirei é o Peyton Manning.
Nota da reportagem: o Denver Broncos foi o campeão do Super Bowl em 2016. Peyton Manning se aposentou após a conquista
(Fotos: Getty Images)

Do que mais gosta na NFL? Assiste com quem?
Assisto em casa, com minha esposa e meu filho, mas depende muito de quem está em casa. Se eu estou de folga e está passando futebol americano, eu normalmente estou assistindo, e quase sempre é com minha mulher e meu filho.
Eu acho o jogo muito interessante. A parte tática, a leitura de jogo que eles fazem é muito legal, é um jogo dinâmico, que você precisa pensar muito. O quarterback precisa pensar muito nas jogadas e eu gosto muito dessa parte do jogo.
O que o futebol pode aprender com a NFL para melhorar?
A organização, principalmente. A organização deles é muito legal. A parte tática eu acho que tem muito a ver, eles treinam muito, horas e horas para fazer igual no jogo, e no jogo acontece o resultado do treinamento. Eu acho que a parte tática dos jogos tem muito a ver com futebol.
Em qual posição você jogaria no futebol americano?
(Risos). Difícil, dá pra mim não. Eu seria o kicker, né, pra chutar a bola (risos). Mas eu gostaria de jogar de quarterback se tivesse essa condição, mas é impossível.



