O décimo minuto do confronto entre Real Madrid e Racing Santander foi marcado por uma ampla polêmica de arbitragem, depois que o árbitro Munuera Montero marcou um pênalti a favor de Kylian Mbappé, em decorrência de um choque com o zagueiro dos donos da casa, Prati, dentro da área.
O atacante francês arrancou em direção ao gol, antes de o braço de Prati tocar seu peito, fazendo-o cair no gramado e levando o árbitro a marcar o pênalti, em meio à surpresa da torcida do Racing e aos protestos de seus jogadores.
Entretanto, Iturralde González, ex-árbitro espanhol, rejeitou a decisão de forma categórica, considerando que o choque foi leve e não justificava a marcação de uma falta, e afirmou: "Nada, não é pênalti".
A polêmica aumentou pela não intervenção da tecnologia do árbitro assistente de vídeo (VAR) para anular a decisão, o que levou Iturralde a comparar com um lance ocorrido na partida do Getafe cerca de uma hora antes, na qual a tecnologia interveio em um lance que ele considerou semelhante quanto à natureza do choque.
Iturralde disse que a coerência das decisões de arbitragem exigia a intervenção da tecnologia de vídeo em ambos os casos, acrescentando: "Se a tecnologia de vídeo interveio no erro do Getafe, também deveria intervir aqui", apontando que a avaliação da intensidade do choque deve seguir os mesmos critérios, seja neste lance ou em outros.
As observações de arbitragem não pararam no pênalti de Mbappé, pois os minutos anteriores testemunharam uma reclamação de Diomande por um pênalti, depois que Mantilla pisou na ponta de seu pé dentro da área, mas Munuera Montero decidiu pela continuidade do jogo.
Nesse lance, Iturralde concordou com a decisão do árbitro, explicando que o choque foi simples e não merecia a marcação de um pênalti, embora Diomande tenha mancado por alguns minutos, antes de se recuperar e seguir na partida normalmente.







