O Atlético de Madrid recebe o Barcelona na noite de domingo, no estádio Metropolitano, no grande duelo da 12ª rodada do Campeonato Espanhol.
O jornal Sport noticiou que o confronto entre o Barça e o Atlético de Madrid vai medir a eficiência ofensiva da equipe catalã diante da solidez defensiva que os colchoneros recuperaram nesta temporada.
O Barcelona se transformou em uma verdadeira máquina de gols sob o comando do treinador Hansi Flick, chegando a 60 gols em apenas 15 partidas, com média de 4 gols por jogo.
Mas a equipe catalã sofre, em média, 1,2 gol por partida. E, de fato, a conta parece simples no papel: 4 gols marcados contra 1,2 gol sofrido.
No entanto, a situação se torna mais preocupante se olharmos para os dois jogos mais importantes que o Barcelona disputou nesta temporada, contra o Paris Saint-Germain (2 a 4) e o Real Madrid (1 a 2), nos quais a equipe marcou apenas 3 gols, enquanto suas redes balançaram 6 vezes.
Por outro lado, a equipe do treinador Diego Simeone apresenta um início de temporada notável, com a solidez defensiva tendo se tornado a característica mais marcante do time.
E, mais uma vez, após 11 rodadas disputadas no Campeonato Espanhol, os jogadores do Atlético de Madrid possuem os melhores números defensivos de toda a competição e, naturalmente, superam o Barcelona nesse aspecto.
As redes do Atlético de Madrid só foram balançadas 8 vezes nas 11 primeiras rodadas da competição, com média de 0,73 gol por partida. Além disso, a equipe conseguiu manter o gol intacto em 6 jogos. Já o Barcelona sofreu 12 gols e passou em branco defensivamente em 4 partidas.
A comparação ganha ainda mais valor se levarmos em conta que as duas equipes apresentam um início extremamente competitivo no torneio.
O Barcelona lidera a tabela de classificação com 30 pontos, enquanto o Atlético de Madrid ocupa a segunda posição com 28 pontos.
A solidez do Atlético de Madrid
Ainda assim, as duas equipes representam polos opostos, embora o Atlético também não sofra ofensivamente, já que marcou 22 gols, sendo o terceiro time que mais marcou gols na competição.
O próprio Simeone afirmou que sua equipe ainda está em construção. E o primeiro passo que permite ao Atlético competir com os dois gigantes espanhóis é dispor de uma grande solidez defensiva, qualidade pela qual a equipe se destacou durante seus períodos de ouro, nos quais conquistou títulos.
E, se a equipe continuar nesse ritmo, os jogadores do Atlético podem se tornar candidatos a brigar pelo título do Campeonato Espanhol.
A constância será o maior desafio diante deles e, embora não tenham conseguido mantê-la há anos, a profundidade de seu elenco vem melhorando constantemente, sobretudo no setor defensivo.
Um dos pontos principais está na diversidade de características dos jogadores à disposição de Simeone. Marc Pubill, Cristian Romero, Dávid Hancko, Álex Grimaldo e Marcos Llorente representam 5 opções com características bastante distintas, mas que têm a capacidade de ocupar mais de uma posição e são, além disso, bastante próximos em seu estilo.
A contratação de Cuti Romero elevou o teto do desempenho defensivo e devolveu esse aspecto do rendimento do Atlético ao patamar da elite.
A posse de bola do Barcelona
No outro lado da equação, aparece o Barcelona. A equipe do treinador Hansi Flick mantém um estilo que se apoia, em maior grau, na imposição de controle com a bola, com uma linha defensiva que, em alguns momentos, assume grandes riscos para manter a pressão adiantada. O resultado é uma equipe com capacidades ofensivas enormes.
No meio-campo do Barcelona acontece o mesmo que na defesa do Atlético, em termos de multiplicidade de opções e capacidade de ocupar mais de uma posição. Há Rodri, Pedri, Frenkie de Jong, Gavi, Bernal, Fermín López e Dani Olmo, para disputar apenas 3 posições.
A média de posse de bola do Barcelona é de 70,2%, ou seja, cerca de 10% a mais que o Villarreal, seu rival mais próximo nesse aspecto. Já o Atlético ocupa a terceira posição, com 58%.
Pontos fracos
Mas as coisas não são tão perfeitas quanto parecem. O Atlético de Madrid e o Barcelona sofrem com alguns problemas em todas as posições, sobretudo no setor defensivo.
A equipe de Flick possui opções defensivas bem menores em comparação ao Atlético e, além disso, sofre com a maldição das lesões. A linha defensiva adiantada adotada pelo treinador alemão impõe cargas maiores aos seus jogadores.
No momento, Eric García, Christensen e Koundé estão fora por lesão, enquanto Gerard Martín sofre com problemas físicos. E isso se tornou um padrão recorrente ao longo das três temporadas que o treinador alemão passou no comando do Barcelona.
Por outro lado, o Atlético possui um reserva na posição de zagueiro central cujo nível é muito inferior ao dos jogadores titulares. Além disso, Romero se lesiona com frequência e, se somarmos a esse problema a necessidade de fazer o rodízio entre os jogadores para evitar sobrecarga, surge o nome do jogador que preocupa a torcida do Atlético sempre que entra em campo: Robin Le Normand.
O zagueiro internacional espanhol fez com que sua equipe sofresse 3 gols nesta temporada, após perder a bola dentro da área de seu time, diante do Bayern de Munique, do Villarreal e do Alavés.
Ele também é o único jogador do setor defensivo que não conseguiu manter o gol intacto quando atuou como titular.
E no confronto entre Flick e Simeone, que já se repetiu 10 vezes desde a chegada do treinador alemão ao Barcelona, é possível extrair duas conclusões sobre o aspecto defensivo: o Barcelona só conseguiu manter o gol intacto duas vezes, e o Atlético só obteve uma única vitória sobre a equipe catalã, ocasião em que sofreu um gol durante a partida.





