O discurso de que tinha um dos melhores elencos do Brasil prejudicou o Flamengo. Por incrível que pareça, o time Rubro-Negro sentiu a pressão e não conseguiu confirmar isso dentro de campo. É bem verdade que hoje o grupo é qualificado, mas no início da temporada carecia de algumas pessoas, o que acabou prejudicando o ano do clube.
Quando Diego, líder técnico do time e maestro do meio-campo se lesionou, o time Rubro-Negro não tinha nenhuma peça no elenco capaz de suprir a ausência do jogador mais importante. Uma falha do planejamento que apostou em Conca, que só ficaria pronto no mata-mata mas até hoje não conseguiu efetivamente jogar, fora isso, o Flamengo não passou de fase.

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)

Nas laterais, o time perdeu Jorge, que hoje defende a Seleção Brasileira e briga por uma vaga na Copa do Mundo. Ainda que ofensivamente o início de Miguel Trauco tenha sido bom, defensivamente ele sempre apresentou falhas. O mesmo vale para a zaga que em momento nenhum deixou de ser criticada pela torcida no primeiro semestre.
As opções de Zé Ricardo, até então treinador do clube, eram poucas, tendo apenas três nomes em que poderia confiar para uma disputa de Libertadores. No meio-campo, Rômulo que chegou para ser titular não se firmou até hoje, Arão não tinha um substituto a altura e Márcio Araújo era e ainda é a única peça que joga protegendo a zaga.
Everton Ribeiro Flamengo 17 09 2017
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)
Everton Ribeiro Flamengo 17 09 2017Apesar de nomes estrelados, com salários caros, o Flamengo do segundo semestre não deu liga e jogadores que chegaram depois ficaram muitos jogos importantes de fora como no caso de Everton Ribeiro, Rhodolfo e Diego Alves.
Agora, com a Sul-Americana pela frente, de fato a única competição em que o time tem grandes chances de título, vai ser preciso jogar no tudo ou nada para não terminar o ano ainda mais vergonhoso do que está sendo.





