Um desastre sobre o Barcelona? A DIS não dá seu braço a torcer e segue reclamando a totalidade dos 10,068 milhões de euros que, segundo sua demanda, deve receber como comissão da venda de 40% da transferência de Neymar ao Barcelona, em 2013. Até a presente data, a empresa recebeu 6,84 milhões de euros - parte proporcional aos 17,1 milhões que o Barça declarou para contratar o brasileiro.
No entanto, a DIS sustenta que o clube catalão pagou na realidade 25 milhões de euros, com o que se abatiriam 3,429 milhões de euros, cifra que o juiz José De la Mata fixou nessa quinta-feira (4), quando começou o julgamento oral contra o Barça, o atacante, seus pais, o ex-presidente Sandro Rossel, o mandatário Josep Maria Bartomeu e o Santos. Trata-se de pouco menos de três milhões e meio de euros que podem culminar em desastres de proporções bíblicas.
Porque convém não esquecer como o Barcelona já tem antecedentes penais depois de aceitar a responsabilidade no Caso do pai de Neymar, o qual escondeu 40 milhões de euros recebidos em 2011 como um conceito de empréstimo e não da transação. Então, o clube entrou em pacto com a Receita Federal do Estado, de forma que Rosell e Bartomeu ficaram exonerados, deixando o clube como único responsável por fraude e aceitando pagar uma multa de 5,5 milhões de euros. O pior não foi a multa, porém. O pior foi que, desde então, a agremiação tem antecedentes penais pela primeira vez em sua história, o qual pode conduzir um cenário de cataclismo de uma magnitude nunca vista.
A lei é muito clara em casos de reincidência. Se trata-se de pessoas físicas, a pena de cárcere é inevitável. Quando se fala de instituições, ao não poder cumprir pena em uma prisão, se falaria da dissolução do clube, um cenário remoto hoje em dia, mas possível no caso de o juiz De la Mata perceber que o Barcelona atuou fora dos limites da lei na hora de satisfazer a comissão correspondente à DIS.
O barato fica caro, como diz o ditado. Neymar não foi barato em nenhuma circunstância, mas os últimos acontecimentos dão a entender que tampouco foi uma pechincha, como quer fazer parecer a diretoria barcelonista, que responde que o brasileiro custou 17,1 milhões de euros a cada vez que é questionada a respeito, com ou sem microfones por veículos de comunicação.



