De certa forma, a demissão de Roger Machado pegou muita gente de surpresa, mas não deveria, afinal é só nos lembrarmos do histórico de trocas de treinadores do Palmeiras nos últimos anos. Desde 2013, quando disputava a Série B do Brasileirão, a equipe não inicia e encerra um ano com o mesmo comandante. O último foi Gilson Kleina, que ficou de 19 de setembro de 2012 a 8 de maior de 2014.
Ainda antes da era Alexandre Mattos, Ricardo Gareca e Dorival Júnior duraram poucos meses no clube alviverde. Depois da chegada do atual diretor de futebol, seis nomes diferentes estiveram no comando do Verdão, sendo que Cuca teve duas passagens.
Ag Palmeiras/Divulgação(Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
Ag Palmeiras/DivulgaçãoEm 2015, Oswaldo de Oliveira foi o primeiro técnico da era Mattos. Durou apenas seis meses e foi trocado por Marcelo Oliveira, que, por sua vez, permaneceu por nove meses e conquistou o título da Copa do Brasil no período. Cuca chegou para o seu lugar e conseguiu fazer com que o Palmeiras encerrasse um jejum de 22 anos sem vencer o Brasileirão. No entanto, o próprio treinador pediu para sair alegando problemas pessoais.
Eduardo Baptista assumiu o atual campeão nacional em 2017 já sob a desconfiança da torcida alviverde e durou apenas quatro meses no cargo. Cuca reassumiu a equipe, mas teve uma passagem ainda mais curta: de maio a outubro. Alberto Valentim, que em outros momentos serviu de interino, foi efetivado, mas encerrou o ano e acabou saindo.
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(Foto: Palmeiras/Divulgação)
Palmeiras/DivulgaçãoEm 2018, chegou Roger Machado. Apesar da boa campanha na fase de grupos da Libertadores, o trabalho do treinador não era unanimidade entre os dirigentes e torcedores do Palmeiras faz tempo, principalmente por conta das expectativas criadas em cima de um elenco considerado um dos melhores se não o melhor do Brasil, mas que perdeu o Paulistão para o Corinthians, seu maior rival, e no Brasileirão ocupa a sexta colocação.
A primeira opção para substituir Roger Machado é Abel Braga, ex-Fluminense, mas o treinador já deu mostras de que não pegará um trabalho pelo caminho e só voltará a trabalhar em 2019. A tendência é que agora a diretoria aposte em um nome mais experiente. Assim, surgem as especulações sobre Vanderlei Luxemburgo, Felipão ou até mesmo o argentino Jorge Sampaoli. Até que se tenha uma definição, Wesley Carvalho, do Sub-20, assumirá interinamente a equipe.



