Ex-zagueiro de Internacional, Botafogo, Bahia e Santa Cruz, Danny Morais lança nesta segunda-feira um documentário que tem como objetivo mostrar um outro lado do futebol. Após 15 anos como jogador profissional, o gaúcho encerrou a carreira e conta um pouco sobre a difícil decisão de pendurar as chuteiras em um material que conta com a participação de Falcão, Tite e Grafite.
“Meu objetivo é falar sobre um assunto que pouca gente fala porque tem muitas maneiras de se falar de futebol. Quando é ex-jogador é sempre o papo de resenha, de ser engraçado. Mas tem mais coisas. É uma profissão que tem seus problemas e dificuldades. Vejo que é uma oportunidade de levantar esses assuntos e que tem um grande potencial de crescimento”, declarou o agora ex-jogador.
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Pelo Santa Cruz, Danny Morais ficou durante seis anos, com um breve hiato no futebol sul-coreano. Desde que chegou ao clube em 2015. Já começou a traçar o futuro, com cursos de profissionalização, além de questões extracampo que o ajudaram a tomar a decisão de parar de jogar futebol.
“Sua tolerância com as coisas vai diminuindo. Tem muita coisa que você não e que queria fazer diferente. Tem muito amadorismo na gestão dos clubes. Isso eu não estou falando do Santa Cruz. É do futebol em geral. O cansaço mental é muito forte e essas coisas começam a ser um banho de água fria para todo mundo. Eu comecei a não ter a mesma vontade de dar volta por cima e não conseguia mais me doar 200% como antes”.
O documentário de Danny Morais foi dividido em cinco episódios que serão publicados no Instagram do ex-atleta (@danny_morais4). Apesar de ter planejado o momento de deixar os gramados, Danny Morais revela que não deixaria o Santa Cruz se soubesse que o clube teria um desempenho tão ruim na Série C, com o rebaixamento para a última divisão nacional.
Após seis meses de aposentadoria, Danny ainda não tem uma precisão sobre o futuro, mas disse que não ficará longe do futebol.
“Eu fiz um curso de treinador e também de dirigente na CBF. Posso seguir em qualquer área, mas ainda não sei. Quero ainda descansar um pouco e pensar melhor. A vida do atleta não é só de glamour. Isso é para poucos. Por enquanto o que quero é ajudar as pessoas a pensarem no atleta de forma diferente e que eles também possam planejar melhor sobre o futuro”, finalizou.
