A polêmica arbitragem do clássico entre Corinthians e São Paulo, que terminou empatado em 1 a 1 foi o principal assunto nos vestiários da Arena do Timão, no último sábado (10). O presidente da equipe alvinegra, Andrés Sanches, se revoltou com a atuação dos homens do apito e chegou a pedir a saída do chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, Coronel Marinho, que admitiu que o assistente adicional Leonardo Zanan estava mal posicionado, mas disse que o lance do gol reclamado “não é conclusivo”.
"Como sempre fazemos, vamos analisar todos os lances na segunda-feira (12) e, se houver erro, tomaremos as providências necessárias. O lance não é conclusivo. Não há uma imagem que conclui. Tem imagem em que a bola entra e imagem em que a bola não entra. Nem com o VAR (sigla em inglês para árbitro de vídeo) daria avaliar. Só com a tecnologia de chip na bola. O árbitro adicional não estava na posição correta. Teve erro de posicionamento, isso eu posso afirmar. Ele não estava na posição que treinamos. E providências serão tomadas quanto a isso", disse em entrevista ao UOL.
© Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians
(Foto: © Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)
Coronel Marinho também preferiu não responder aos ataques de Andrés e explicou os motivos da não implementação da tecnologia do chip na bola.
"Eu prefiro não comentar (as declarações do Andrés)... São situações que acontecem, ele falou tudo de cabeça quente. É tudo normal. Essas coisas, eu prefiro não comentar”, afirmou.
“É muito caro. Além de ser muito caro, os estádios do Brasil não estão totalmente preparados para isso. Teriam que ser todos do tipo arena. Se tivéssemos dinheiro sobrando, faríamos, mas não temos. E, se você para analisar, tiveram uns dois ou três lances desse tipo no Campeonato Brasileiro até agora”, finalizou.
Além do lance de Danilo, o Corinthians também reclamou bastante de um pênalti não marcado em Romero no primeiro tempo e de um toque de mão de Arboleda dentro da área.





