Hamza Abdelkarim, jovem atacante do Barcelona, voltou ao centro da polêmica no Egito, depois que sua participação limitada com a seleção egípcia levantou questionamentos crescentes, especialmente após sua presença no banco de reservas no amistoso contra a África do Sul, que terminou com a derrota do Egito por 1 a 0.
O jornal espanhol "Sport" apontou que Hossam Hassan, treinador da seleção do Egito, teve uma conversa séria com Hamza após a partida, com sinais de irritação de ambos os lados, antes de os dois se dirigirem diretamente ao vestiário sem se cumprimentar.
O episódio aumentou a polêmica em torno da forma como Hossam Hassan tem lidado com o jovem atacante, que até agora não recebeu grandes oportunidades com a seleção, apesar de ter marcado seu primeiro gol internacional diante do Sudão do Sul recentemente, e da consequente elevação das expectativas sobre seu papel com a seleção egípcia.
As críticas não se restringiram à torcida e à imprensa, já que Bashir El-Tabei, ex-zagueiro do Zamalek e da seleção do Egito, questionou a gestão da comissão técnica na partida contra a África do Sul, pedindo que fosse dada uma oportunidade maior a Hamza.
El-Tabei afirmou: "Como se trata de um amistoso, teria sido melhor escalar Hamza Abdelkarim como titular e lhe dar uma oportunidade maior, especialmente por ser um jogador que possui qualidades que merecem ser vistas", criticando ao mesmo tempo a atuação da seleção durante o jogo.
Esses acontecimentos surgem num momento em que crescem as esperanças egípcias em relação a Hamza, depois que ele começou a bater à porta do time principal do Barcelona, o que elevou o teto das expectativas sobre seu futuro internacional.
E, embora não haja indícios confirmados da existência de um desentendimento ou de uma crise disciplinar entre o jogador e Hossam Hassan, a cena que uniu os dois após a derrota diante da África do Sul recolocou Hamza sob os holofotes e reabriu o debate sobre se o atacante do Barcelona está recebendo a oportunidade compatível com as expectativas que o cercam.

