O duelo de LaLiga entre Rayo Vallecano e Athletic Club foi definitivamente interrompido neste sábado. Torcedores do Rayo manifestaram seu descontentamento com o presidente do clube, Raúl Martin Presa, ao atirar em massa aviõezinhos de papel e outros objetos no gramado.
Os torcedores do Rayo já exigem há mais tempo a saída de Presa. Os fãs culpam o dirigente, entre outras coisas, pelo estado deteriorado do Estadio de Vallecas, em Madri.
Esse estádio estava e continua tão deteriorado que sua licença foi temporariamente retirada, e o Rayo teve de mandar seus jogos em casa em Leganés, município vizinho a Madri. A maioria dos torcedores do Rayo se recusou, em protesto contra Presa, a fazer o trajeto de dez quilômetros de Vallecas até Leganés.
Neste sábado, depois de 147 dias, finalmente voltou a ser possível jogar futebol em Vallecas, mas a partida não duraria muito. Aos treze minutos, torcedores do Rayo atiraram aviõezinhos de papel, mas também bolas e cadeiras no gramado. Diante disso, o árbitro paralisou o duelo por dez minutos.
Os torcedores do Rayo, que insultavam Presa o tempo todo, ouviram pelo sistema de som do estádio que, se jogassem mais uma coisa no gramado, a partida seria definitivamente interrompida. Os jogadores Óscar Valentín e Isi Palazón falaram com a torcida organizada, os Bukaneros, atrás de um dos gols.
Alguns segundos após a retomada, houve novo problema, e o árbitro, após consultar a polícia, interrompeu definitivamente a partida. Torcedores do Rayo entoaram, entre outros, "Presa, vá embora!" e "Presa, filho da puta', antes de também agradecerem aos visitantes que viajaram para o jogo.
A tropa de choque também precisou intervir quando alguns torcedores do Rayo tentaram invadir o gramado, informa o MARCA. Se e quando a partida será retomada ainda é desconhecido.





