Pablo vivenciou parte dos oito anos de jejum de títulos do São Paulo. Contratado em 2019, o atacante foi titular na campanha da conquista do Paulistão 2021 e admite que o clube tirou um grande peso das costas. Agora, o desejo é seguir em busca de mais taças. Nesse contexto ele lembra o ano de 2005, no qual o Tricolor foi campeão Paulista, da Libertadores e do Mundial.
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"Tinha um peso muito grande por ser um time acostumado a ser campeão e levantar troféus. Cheguei sabendo dessa responsabilidade. Cada ano que passava sem vencer a pressão aumentava muito. Sentia desde que cheguei esse peso e responsabilidade, o torcedor cobrando. Você saia com a família e diziam: "Temos que ser campeões nesse ano". Tirou um peso muito grande pra torcida, jogadores, diretoria... para toda a instituição foi muito importante esse título e não pode parar. Em 2005 foi campeão Paulista e tudo aconteceu depois. Vamos trabalhar para buscar mais titulos. O São Paulo sempre almeja ser campeão. Ficamos muito felizes com o Paulista, mas é só o começo da temporada e têm muitos campeonatos para disputar", disse Pablo, em entrevista exclusiva para a Goal (veja a íntegra no vídeo no fim da reportagem).
Artilheiro do São Paulo na temporada, com nove gols, Pablo cresceu de rendimento sob o comando do técnico Hernán Crespo. Ele apontou a importância do ex-centroavante na sua boa fase.
Rubens Chiri / saopaulofc.net"Agora, nessa temporada, não vai parar o campeonato e tem que ir. Fiz 12 gols (em 2020), tem que passar de 12 e melhorar. O Paulista foi excelente com o Crespo, depois de trabalho legal do Fernando (Diniz), que deixou uma herança de posse de bola, de jogo, a equipe sabe jogar. O Crespo deu uma segurança a mais. Ele me deu confiança. Lembro de um dia no CT em que ele nem tinha assumido o time e ele me fala: "Cara, confiamos em você. Sabemos do jogador que você foi no Athletico-PR e queremos aquele jogador de volta". Me dá muita confiança, muita moral, além do trabalho e da dedicação. Isso tudo vai acontecendo. Estou muito feliz com esse momento e quero continuar. É fazer sacrífico para estar no eixo e ajudar o São Paulo", disse.
"Como falei: o São Paulo foi campeão paulista e não pode parar. O Crespo fez muita diferença. Ele dá confiança, conselhos, ajuda e faz você evoluir. Estou muito feliz de poder estar ajudando com gols", completou.
Com nove gols em 17 jogos pelo São Paulo, Pablo atingiu exatamente a metade do desempenho de gols da sua temporada mais artilheira da carreira, em 2018, quando marcou 18 vezes em 51 jogos pelo Athletico-PR. A diferença é que ele tem mais 34 partidas pela frente para igualar ou melhorar a marca.
"Se Deus quiser vamos passar isso".
Aos 28 anos, o atacante carrega consigo conselhos recebidos de Cristiano Ronaldo, seu parceiro de treinos em 2014, quando Pablo foi emprestado ao Real Madrid B. Na época, ele teve a oportunidade de conviver com o atacante e guardou ensinamentos para a carreira.
"Lembro de um treino de finalização que fiz com o time principal. Cruzaram uma bola e fui meio que virar um voleio, fazer um lance mais bonito. Passou perto da trave. Quando volto para a fila ele estava próximo. Os portugueses e brasileiros têm uma relação muito boa. Ele falou: "Bate de chapa na bola. O importante é fazer o gol. Fazer o mais simples pelo gol". Isso me marcou muito na carreira e vida, porque é engraçado. Acham que é fácil fazer o simples, mas não é. Tem hora em que você quer enfeitar e fazer o diferente. Esse foi um grande exemplo que ele deu no treino de finalização. Tentar ser o mais simples possível. Se for para tentar algo diferente é quando acontece, no instinto. Os gols dele são simples e objetivos. Claro, faz gol de bicicleta também. Mas muitos com um toque na bola: ajeita e chuta. Cruzamento vem e cabeceia. Ele é muito objetivo para fazer gol e isso trouxe para a minha carreira. Não importa se o gol é bonito ou feio. O que importa é o gol. Vai valer um só do mesmo jeito (risos)", disse Pablo.
Durante essa convivência nos treinos com Cristiano Ronaldo, Pablo relatou ter conhecido um jogador humilde e comprometido nos treinos, diferentemente da imagem de marrento vista pela opinião pública. Ao falar sobre CR7, o camisa 9 do São Paulo citou como referência o dia a dia ao lado de Daniel Alves.
"Quando cheguei ao Real Madrid o Cristiano já era o Cristiano, com muita história. Você vê os treinos no dia a dia e é incrível a dedicação, a capacidade de treinamento. É impressionante, dificil de encontrar. É literalmente um atleta. Um espelho para muitos jogadores no mundo. Uma grande referência. Pelo atleta que foi, é e ainda tem muito chao pra correr. Tem 30 e muitos anos (36) e sempre está em alto nível. É impressionante. Temos como exemplo dentro do São Paulo o Daniel Alves, com a idade que tem (38 anos) parece um jovem de 20 anos. São exemplos, referências", disse.
Autor de três gols na goleada por 9 a 1 sobre o 4 de Julho, pela Copa do Brasil, Pablo falou da importância que teria o título inédito para o São Paulo. O time agora está nas oitavas de final.
"É um sonho vencer a Copa do Brasil. O São Paulo sonha com isso também. É um dos nossos objetivos. Nós, jogadores, faremos de tudo para conquistar esse título. Ano passado ficou muito próximo. Fomos até a semifinal. É jogo de Copa, mata-mata. Todos que jogam futebol torneio na sua cidade, bairro... sabem como é a pressao de jogo desse tipo: se perder está fora. Não tem volta. São 180 minutos nos quais você precisa resolver o problema. É estar concentrado e consciente. Têm equipes difíceis na Ccopa do Brasil, mas nós queremos muito também. Acredito sim que o São Paulo quer e vai em busca da Copa do Brasil".




