A derrota sofrida pelo Barcelona diante do Paris Saint-Germain por 4 a 2 na Liga dos Campeões reabriu o dossiê dos reforços defensivos dentro do clube catalão, depois que o confronto revelou falhas evidentes na linha de trás, levando a diretoria a reconsiderar a decisão de não contratar um novo zagueiro durante a última janela de transferências do verão, com o aumento das chances de uma movimentação em janeiro.
Segundo ojornal catalão "Sport", o Barcelona começou a discutir a possibilidade de contratar um defensor experiente durante a janela de inverno, seja na posição de zagueiro central ou de lateral, depois de ficar claro que a força ofensiva sozinha não é suficiente para competir com os gigantes da Europa.
A equipe sofreu 4 gols diante do Paris Saint-Germain, e seu sofrimento poderia ter se multiplicado não fossem as intervenções de Joan García, o goleiro que manteve vivas as esperanças do Barcelona durante longos períodos da partida.
Os espaços nos dois lados da defesa, somados a alguns erros de posicionamento dentro da área de zaga, causaram um sofrimento evidente à equipe, o que reacendeu as dúvidas sobre a capacidade dos atuais atletas de lidar com os grandes confrontos.
Bastoni foi um alvo no verão
De acordo com o Sport, a ideia de reforçar a defesa já estava sobre a mesa durante a janela de transferências do verão, quando a diretoria esportiva comandada por Deco se movimentou para explorar a possibilidade de contratar defensores de alto nível, sendo o italiano Alessandro Bastoni o nome mais destacado em pauta.
Mas Hansi Flick se opôs à conclusão do negócio, preferindo dar aos jogadores já presentes no elenco a oportunidade de provar suas qualidades, e entendia que a dupla Pau Cubarsí e Gerard Martín era capaz de formar uma parceria adequada na zaga.
E apesar de o Barcelona também ter sido associado ao nome de Aymeric Laporte, o clube acabou optando por investir no reforço do setor ofensivo, apostando em ter um poder de ataque capaz de decidir as partidas.
A crise nas laterais aumenta a pressão
O Barcelona não conseguiu executar seu plano de trocar os dois laterais, depois que fracassaram as tentativas de abrir caminho para a saída de Jules Koundé ou de Alejandro Baldé, ou de ambos, o que inviabilizou a possibilidade de contratar novos substitutos.
O clube se limitou a recuperar João Cancelo e a dar oportunidade a Xavi Espart, embora Cancelo não ofereça as garantias defensivas exigidas, enquanto a posição de lateral-esquerdo continua a causar preocupação dentro da comissão técnica.
As lesões complicaram ainda mais a situação, depois que Flick perdeu Eric García e Koundé, ao mesmo tempo em que persistem os problemas físicos que afetam Andreas Christensen.
Eric García goza de grande estima do treinador alemão, que o vê como um elemento importante na organização da linha de trás, seja atuando na posição de lateral ou de zagueiro central, enquanto Pau Cubarsí representa o defensor mais confiável dentro da equipe.
O salário ameaça os planos do Barcelona
Apesar da crescente necessidade de reforçar a defesa, o Barcelona enfrenta um obstáculo financeiro representado pela limitação da margem salarial disponível, o que pode obrigá-lo a vender um dos laterais antes de concluir qualquer novo negócio.
Baldé voltou a atuar diante do Paris após uma longa ausência dos minutos em campo, mas ficou sem ritmo, enquanto a posição de Koundé perdeu força e ele passou a estar ameaçado de perder seu lugar como titular.
O Barcelona possui opções potenciais no mercado de transferências, seja nas posições de lateral ou de zagueiro central, mas a conclusão de qualquer negócio continuará atrelada à capacidade financeira do clube e à possibilidade de abrir espaço na folha salarial.
E depois que Flick preferiu reforçar o ataque no verão, a derrota diante do Paris Saint-Germain se tornou um novo motivo para reabrir o dossiê da defesa, restando aguardar se o Barcelona realmente irá se movimentar em janeiro para corrigir as falhas que apareceram no teste europeu.



