Joan Laporta, presidente do Barcelona, encerrou o capítulo da polêmica envolvendo a tentativa de contratação do argentino Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, ao afirmar que as relações entre os dois clubes voltaram ao normal, isso antes do aguardado confronto entre as equipes, na noite deste domingo, no clássico da 12ª rodada do Campeonato Espanhol.
Laporta aproveitou o tradicional almoço que reuniu as diretorias dos dois clubes antes da partida para confirmar o fim das desavenças que surgiram durante a última janela de transferências do verão, por causa do interesse do Barcelona em contratar o atacante do Atlético de Madrid.
O presidente do clube catalão disse, em declarações reproduzidas pelo jornal Mundo Deportivo: "As relações passaram por um período difícil, mas atualmente estão boas e há apreço mútuo entre as partes, e queremos que as coisas continuem assim".
Sobre o futuro de Álvarez, acrescentou: "Ele é um jogador do Atlético de Madrid, e não um jogador nosso. E, como disseram o nosso treinador e Simeone, as coisas foram esclarecidas e o assunto está encerrado".
As declarações de Laporta estiveram em sintonia com a postura de Enrique Cerezo, presidente do Atlético de Madrid, que por sua vez afirmou que o caso do atacante argentino ficou no passado, apontando que o jogador tem a obrigação de provar suas capacidades dentro de campo, e considerando que ele será uma das estrelas do confronto.
Laporta prefere Raphinha a Álvarez
Laporta falou sobre o brasileiro Raphinha, que renovou recentemente seu contrato com o Barcelona, afirmando que a mudança de posição dele não teve relação com a tentativa de contratação de Álvarez, e elogiando a versatilidade de suas funções e suas capacidades ofensivas.
Ele disse: "Raphinha é um camisa 9 muito forte, independentemente de quem você contrate, e ele não joga só nessa posição, mas se movimenta por todo o campo. É o melhor jogador do mundo na sua posição, e tem um potencial extremamente completo".
Clássico pegando fogo pela liderança de LaLiga
O confronto entre as equipes ganha uma importância excepcional, já que o Barcelona entra na partida com 30 pontos, contra 28 pontos do mandante Atlético de Madrid, após 11 partidas de cada um.
A equipe do treinador Diego Simeone busca sua oitava vitória consecutiva no Campeonato Espanhol, o que lhe dará a chance de assumir a liderança, enquanto o Barcelona, comandado por Hansi Flick, tenta ampliar a vantagem sobre o rival para 5 pontos e manter sua posição no topo antes da pausa para as datas Fifa.
A equipe catalã entra no confronto com a moral elevada, após atropelar o Deportivo Alavés por 6 a 1 no campeonato e, em seguida, superar o Aston Villa por três a zero na Liga dos Campeões da Europa.
Em contrapartida, o Atlético de Madrid venceu suas últimas 7 partidas em LaLiga, sendo a mais recente diante do Levante por dois a zero.
O calor do confronto não se limita à disputa por pontos, pois carrega dimensões adicionais por causa da crise de Julián Álvarez e da tentativa do Barcelona de contratá-lo no último verão, caso que provocou tensão nas relações entre os dois clubes, além da esperada manifestação de fúria da torcida do Atlético contra a equipe catalã nas arquibancadas do estádio Metropolitano.
E, enquanto as diretorias dos dois clubes optaram por acalmar os ânimos, o confronto dentro de campo parece candidato a um teste completamente diferente, em um clássico que pode redesenhar os contornos da disputa pelo título do Campeonato Espanhol.





