Já o outro pedido que não se concretizou foi a contratação de um zagueiro. O Real Madrid acertou com Konaté, mas Mourinho queria reforçar o setor defensivo de forma mais contundente, depois de este ter sido um dos pontos mais frágeis da equipe nos anos anteriores.
O clube chegou a estudar a possibilidade de abrir espaço para outro zagueiro caso algum dos jogadores deixasse a equipe, mas as coisas acabaram não avançando.
Raúl Asencio se lesionou e permaneceu no elenco, e a janela de transferências se encerrou sem a contratação do zagueiro adicional que o treinador havia solicitado.
E é precisamente na defesa que surge o primeiro sinal que leva a recorrer novamente à lista de pedidos de Mourinho.
As lesões atingiram justamente o setor defensivo: Asencio ainda não conseguiu disputar sua primeira partida sob o comando do treinador e enfrenta agora um período de ausência que varia entre dois e quatro meses por causa de uma fratura no osso da perna, enquanto Konaté e Militão também sofrem com problemas físicos.
As opções parecem limitadas nessa posição, especialmente com a suspensão de Huijsen para o próximo jogo por causa de sua expulsão na partida do dérbi. Mas o debate mais interessante talvez esteja no meio-campo.
Em um dos primeiros jogos da temporada, Mourinho recorreu a escalar Trent Alexander-Arnold nessa posição ao lado de Valverde, em um experimento que terminou em claro fracasso.
Temporada após temporada, parece que todos, de fora do clube, enxergam um problema comum na forma como o elenco é montado, enquanto, de dentro do clube, esse problema aparentemente não existe.
O treinador português possui um elenco com capacidades enormes, e ele próprio defendeu publicamente as qualidades dos jogadores de meio-campo e de defesa de sua equipe.
Ainda assim, não se pode ignorar que, se o Real Madrid tivesse atendido a todos os pedidos do treinador português, Mourinho teria agora jogadores adicionais que poderiam ter desempenhado um papel fundamental no rumo da temporada.