Getty Images SportTraduzido por
Nova tempestade para a Fifa! Noruega apresenta denúncia ao comitê de ética questionando a conduta de Gianni Infantino
Noruega exige investigação sobre a liderança de Infantino
O cenário da governança do futebol internacional foi abalado por uma apresentação formal da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), que oficialmente protocolou uma denúncia ética em três partes sobre a conduta do presidente da Fifa, Infantino.
A NFF expressou séria preocupação com vários incidentes de grande repercussão, que vão desde a concessão de um controverso prêmio da paz até a intervenção em questões disciplinares envolvendo jogadores em atividade, o que levou a uma exigência para que o Comitê de Ética da Fifa intervenha.
Esse desdobramento representa um confronto direto de uma associação-membro contra a liderança do órgão máximo global, destacando uma crescente ruptura dentro das estruturas administrativas do esporte.
Getty Images SportInfantino enfrenta escrutínio por suposto abuso de posição
No centro da denúncia está a questão de saber se Infantino "abusou" de sua posição para facilitar alianças políticas ou projetos financeiros que contornam a supervisão tradicional. A federação pediu uma investigação aprofundada para apurar se o presidente e outros altos dirigentes violaram o código de ética da organização por meio de suas ações recentes. Não se trata apenas de um pedido de revisão interna; é uma exigência calculada de responsabilização que abrange vários departamentos dentro da FIFA.
Ao levar essas questões ao Comitê de Ética, a NFF pressiona por uma prestação de contas transparente sobre como as decisões são tomadas no topo da pirâmide do futebol, especialmente quando essas decisões parecem se cruzar com agendas políticas globais e capital privado.
A ofensiva da Federação Norueguesa de Futebol deu mais um passo ao também encaminhar o caso ao comitê de governança, auditoria e conformidade. Esse encaminhamento secundário busca determinar "se a tomada de decisões, a supervisão e os controles internos da FIFA funcionaram como exigido e se eventuais falhas de governança permitiram que as questões levantadas ocorressem".
Controvérsia em torno de Donald Trump
Um dos elementos mais marcantes da queixa da NFF envolve a concessão sem precedentes do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prêmio, que foi criado em novembro, tinha como objetivo "recompensar indivíduos que tomaram ações excepcionais e extraordinárias pela paz e, ao fazê-lo, uniram pessoas em todo o mundo".
Trump recebeu a homenagem inaugural durante o sorteio da Copa do Mundo de dezembro, uma medida que imediatamente gerou críticas de vários grupos de defesa e países-membros. A NFF questionou especificamente a legitimidade desta premiação, afirmando em sua queixa que isso "levanta questões sobre como o prêmio foi criado e concedido, se o Conselho da Fifa deveria ter se envolvido e se o processo foi consistente com as obrigações de neutralidade política da Fifa".
Getty Images SportCaso Balogun levanta questões sobre neutralidade política
A queixa também aprofunda os detalhes de um caso disciplinar envolvendo o atacante da USMNT Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. Balogun havia recebido um cartão vermelho durante uma vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, o que deveria ter provocado uma suspensão automática de uma partida. No entanto, a punição foi suspensa de forma misteriosa, permitindo que o atacante atuasse na fase seguinte contra a Bélgica.
Surgiram relatos de que a suspensão da punição ocorreu após um telefonema direto de Donald Trump para Infantino, solicitando uma revisão da decisão disciplinar. A NFF observou que a concessão do prêmio da paz, somada ao apoio público de Infantino a Trump, "levanta questões sob as disposições do código (de ética) sobre abuso de posição e neutralidade política".
GOSTOU DESTA HISTÓRIA?
Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.
