A espetacular reação do Real Madrid diante da Roma, ao transformar a desvantagem de 1 a 3 em uma vitória por 4 a 3 com três gols nos minutos finais, não foi suficiente para esconder os problemas que perseguem a equipe sob o comando do português José Mourinho.
É verdade que a personalidade do Merengue apareceu nos momentos decisivos e que os reservas fizeram a diferença de forma excepcional, mas o que aconteceu pode ser mais uma prova de que o time ainda está longe de alcançar o equilíbrio necessário, apesar de contar com uma constelação dos maiores astros do mundo.
Mourinho se deparou com uma realidade que talvez já conhecesse desde o início: reunir nomes de peso não significa necessariamente construir um sistema completo. A equipe que tem Vinícius Júnior, Kylian Mbappé, Jude Bellingham, Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni, além dos talentos em ascensão, deveria ter soluções enormes à disposição, mas sofre em algumas fases com a fragilidade da pressão coletiva, a indefinição de funções e problemas na saída de bola.
E é aí que começa a verdadeira batalha do treinador português, que não precisa apenas evoluir no desempenho, mas também tomar decisões que podem colidir com o status de alguns de seus astros.








