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Hugo Souza admite preocupação com rebaixamento, mas acredita em reação do Corinthians

Hugo Souza não escondeu a preocupação com a situação do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Após o empate por 1 a 1 com o Vitória, nesta segunda-feira, na Neo Química Arena, o goleiro admitiu que o risco de rebaixamento assusta o elenco, mas demonstrou confiança na recuperação da equipe.

“Não podemos fugir da realidade, é um medo que não só eu tenho, mas todos aqui. Medo de manchar a nossa história como atleta, mas principalmente a do clube. É um clube muito grande, temos certeza de que fazendo o que estamos nos propondo vamos nos distanciar cada vez mais para terminar o ano de forma digna e tranquila”, afirmou na saída de campo.

O camisa 1 também rebateu as críticas pelo lance que originou o gol do Vitória. Após defender a cabeçada de Luan Cândido, Hugo viu René aproveitar o rebote para marcar.

“Todas as vezes que falhei ou tomei gols em que poderia fazer melhor, eu vim aqui e assumi. Mas, dessa vez, acho que estão indo longe demais”, declarou.

O empate deixou o Corinthians com 33 pontos, na 16ª colocação do Brasileirão. A equipe chegou a nove partidas consecutivas sem vencer, com oito derrotas e um empate, e tem apenas sete jogos para tentar afastar o fantasma da queda. Internacional, Grêmio, Remo e Chapecoense aparecem abaixo do Timão na tabela.

O próximo desafio do Corinthians será contra o Vasco, no sábado, em São Januário. Com a reta final do campeonato se aproximando, o time precisa voltar a vencer para ganhar fôlego na luta contra o rebaixamento.

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  • imago-sport-1084795072.jpgBrazil Photo Press

    Otimismo com Seedorf

    Apesar do cenário delicado, Hugo Souza acredita que o Corinthians tem condições de reagir sob o comando de Clarence Seedorf. O goleiro destacou a preparação para a partida e enxergou sinais positivos na atuação, especialmente na posse de bola e na pressão sobre o adversário.

    “Ele usou bem os dias que teve para conseguir implantar as ideias dele. Foi pouco tempo, ele chegou na quarta-feira, aproveitou bem para usar dois períodos de treinamento para nos conhecer. Nós também queremos entender as ideias dele, tentamos transformar isso em gols. Dá um ânimo, estamos no caminho certo, hoje a frustração é um pouco diferente. Sabíamos que poderíamos ter vencido o jogo, nos dá esperança”, avaliou.

    O goleiro ressaltou que a equipe precisa transformar a evolução apresentada em resultados para sair da parte de baixo da tabela.

    “O resultado não é aquele que a gente queria, saímos frustrados. Mas nos deu esperanças de que se tivermos essa posse de bola, essa pressão no adversário, poderemos transformar isso em gols e em vitórias nos próximos jogos”, completou.

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  • Corinthians v Vitoria - Brasileirao 2026Getty Images Sport

    Estreia complicada

    Mesmo tendo acompanhado a partida de perto, Seedorf não pôde comandar o Corinthians à beira do campo. Ainda sem registro na CBF, o holandês assistiu ao empate das arquibancadas do setor Oeste da Neo Química Arena, enquanto o auxiliar Léo Porto ocupou o banco de reservas.

    Ao lado do auxiliar Pablo López Vidal e cercado por seguranças, Seedorf manteve uma postura discreta durante boa parte do primeiro tempo. Enquanto Pablo gesticulava e apontava para o gramado, o treinador observava atentamente as ações e recorria a gestos de incentivo, inclusive nos erros da equipe.

    A postura ficou evidente após o gol do Vitória, aos 45 minutos da etapa inicial. Em vez de demonstrar irritação, Seedorf incentivou os jogadores a não se abaterem. No intervalo, desceu ao campo para conversar com o elenco no vestiário, possibilidade permitida mesmo sem o registro para atuar oficialmente à beira do gramado.

  • Corinthians v Vitoria - Brasileirao 2026Getty Images Sport

    Comandando de longe

    No segundo tempo, Seedorf continuou na arquibancada, mas passou a conversar mais com Pablo e a participar das decisões da comissão técnica. Aos cinco minutos, os dois se sentaram para consultar anotações e discutir possíveis substituições.

    A primeira mudança aconteceu aos 14 minutos, quando o preparador físico Reverson Pimentel recebeu as orientações da comissão e chamou Kaio César para entrar. O processo se repetiu ao longo da etapa final: Seedorf definia as alterações e transmitia as instruções a Pablo, que repassava as informações aos profissionais responsáveis pelas substituições.

    O holandês também reagiu ao pênalti marcado para o Corinthians após revisão do VAR. Depois da cobrança convertida por Yuri Alberto, comemorou com Pablo e cumprimentou Valentina.

    Mesmo nos momentos de reclamação com a arbitragem e diante da cera do Vitória, Seedorf manteve a serenidade. Suas manifestações ficaram concentradas em aplaudir boas jogadas, incentivar os atletas e demonstrar apoio após erros, uma postura que marcou sua primeira partida à frente da equipe.

    Ao fim do jogo, deixou a arquibancada com semblante sério e reapareceu na sala de imprensa, onde Léo Porto concedeu a entrevista coletiva. Sentado na primeira fila, acompanhou as perguntas e respostas em silêncio antes de deixar o local.

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