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Netherlands v Serbia - UEFA Nations League 2026/27 Group A2 MD4Getty Images Sport
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Holanda, Xavi testa Koopmeiners como zagueiro: o gol dá confiança, mas esse não é o futuro dele

A operação de relançamento do talento de Teun Koopmeiners começou de uma forma que ninguém na Holanda poderia esperar. O novo técnico Xavi, que nestes 3 primeiros jogos está insistindo muito em implementar um estilo de jogo ousado e voltado ao ataque, porém surpreendeu a todos na partida da Nations League contra a Sérvia, já que escalou o jogador da Juventus entre os titulares, mas como zagueiro e não como meio-campista.


  • A ESCOLHA DE XAVI

    Pelo estilo de jogo que quer implementar, muito rápido em espaços curtos e, de preferência, vertical, Koopmeiners não tem o ritmo para atuar no meio-campo que Xavi tem em mente. A técnica básica do ex-Atalanta, no entanto, é algo que pode ser útil de muitas maneiras diferentes ao longo de uma partida e, justamente daí, surge a ideia de testá-lo ao lado de Virgil van Dijk como zagueiro pela esquerda em sua linha de 4 como alternativa a Aké.

    O objetivo é ter uma saída fluida com a bola pelo lado esquerdo, e ter naquela zona do campo um jogador capaz de, de cabeça erguida, poder olhar em profundidade quando necessário ou aproveitar suas viradas de jogo. Além disso, obviamente, há também a vontade de aproveitar o pé do jogador da Juventus, forte em todas as bolas paradas.

  • O GOAL CONFIA

    E foi justamente em bola parada que surgiu um dos dois lampejos proporcionados por Koopmeiners nesta partida, ambos obviamente em cobranças de falta.

    Aos 31 minutos, saiu o gol que destravou o jogo, em uma falta deslocada pela direita, da entrada da área, batida com efeito e força para cortar a área, na qual ninguém realmente tocou, com a bola terminando seu trajeto diretamente no fundo da rede.

    No início do segundo tempo, por volta dos 50 minutos, outra falta, desta vez mais central e batida rasteira por baixo da barreira que, com a ajuda de um desvio no último instante, por pouco não enganou Vanja Milinkovic-Savic, que ainda assim foi bem ao reagir e fazer a defesa.

  • NÃO É O FUTURO

    A partida certamente dará moral e confiança, mas o papel, ao menos na Juventus, não pode ser considerado o de relançamento nem o do seu futuro. Além da periculosidade ofensiva e de uma circulação de bola razoável, de fato, Koopmeiners teve dificuldades em vários momentos da partida naquilo que deveria ser o fundamento mais importante para um defensor: marcação e se colocar entre os adversários.

    No lance do gol de empate sérvio, ele, mas também Reijnders e até em parte Van Dijk, estavam completamente fora de posição, sem perceber o homem próximo. A oportunidade mais clara que evidenciou todos os seus limites nessa posição, porém, surgiu no início do segundo tempo, quando, em uma bola enfiada em vertical às suas costas para Cvetkovic, foi obrigado a perseguir o atacante sérvio por 30 metros.

    Já em dificuldade na corrida, Koopmeiners tentou então pará-lo se lançando em um carrinho, mas foi facilmente driblado e deixou todo o alvo livre para o atacante finalizar. Para sua sorte, o chute colocado de Cvetkovic saiu para fora, mas o posicionamento e a tentativa de intervenção defensiva mostraram toda a sua dificuldade.

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