A CBF divulgou a análise do VAR sobre a expulsão de Neymar no intervalo da partida entre Santos e Bahia, disputada no último sábado, na Vila Belmiro. O lance foi enquadrado na chamada Lei Vini Jr., que proíbe jogadores de cobrirem a boca ao se dirigirem a adversários, e o caso também será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O camisa 10 recebeu cartão vermelho após cobrir a boca com a mão durante uma discussão com Rodrigo Nestor, meio-campista do Bahia. O árbitro Sávio Pereira Sampaio não percebeu o gesto inicialmente, mas foi alertado por Paulo Renato Moreira da Silva Coelho, responsável pelo VAR.
Com a expulsão, Neymar desfalcará o Santos nos próximos compromissos pelo Brasileirão. O atacante já estava suspenso para o clássico contra o Palmeiras, nesta quarta-feira (28), às 19h30, na Vila Belmiro, por ter recebido o terceiro cartão amarelo. O vermelho direto acrescentou mais uma suspensão automática, tirando o jogador também do duelo com o Bragantino, na próxima segunda-feira.
Assim, Neymar só deverá voltar a atuar pelo Peixe após a Data Fifa de novembro. Uma eventual punição do STJD de até dois jogos será absorvida pelas suspensões automáticas. Caso o tribunal determine um gancho maior, as partidas adicionais serão cumpridas depois.
Após a partida, Sávio Pereira Sampaio relatou na súmula que Neymar correu em direção ao banco de reservas do Bahia depois de ser expulso, precisando ser contido pelos companheiros.
"Expulsei com cartão vermelho direto, no intervalo da partida, quando as equipes já se encontravam no campo de jogo para o início do segundo tempo, o atleta de n° 10 Neymar da Silva Santos Junior, da equipe mandante, por: cobrir a boca intencionalmente com a mão durante uma discussão contra seu adversário de n° 11 Rodrigo Nestor Bertalia. Informo que após ser expulso o atleta correu em direção ao banco de reservas da equipe visitante para confrontar seu adversário, precisando ser contido por seus companheiros", registrou o árbitro.







