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As cadeiras musicais do mercado: Real Madrid e Barcelona vão sentar nas cadeiras erradas?

No jogo da "dança das cadeiras", não vence o mais rápido, mas quem se senta na cadeira certa no momento adequado.

Talvez a mesma descrição se aplique ao mercado de transferências de Real Madrid e Barcelona neste verão, depois que os dois gigantes pareceram ocupados com contratações de peso, enquanto os pontos de interrogação continuavam a rondar as posições mais carentes dentro de cada equipe.

O clube merengue optou por encaminhar a maior contratação de sua história, com a chegada do ponta Yan Diomande, enquanto o Barça foca atualmente em fechar a contratação de Rodri, meio-campista estrela do Manchester City.

  • Prioridade?

    A questão aqui não é que Jan Diomande ou Rodri sejam jogadores comuns, muito pelo contrário.

    O primeiro é um dos mais destacados talentos ofensivos da Bundesliga, e o segundo é o melhor volante do mundo.

    Mas a pergunta que se impõe é: essas eram as verdadeiras prioridades de cada clube?

  • Real Madrid: Diomande antes de Rodri?

    O Real Madrid não hesitou em quebrar seu recorde de contratação para assinar com Yan Diomandé, em uma negociação cujo valor pode chegar a 125 milhões de euros, após uma temporada excepcional do jovem jogador marfinense pelo Leipzig.

    Apesar de o talento de Diomandé ser incontestável, será que a ponta era a posição de que o Real Madrid mais precisava?

    A equipe já conta com nomes ofensivos de peso, enquanto a posição de volante de contenção segue sendo alvo de debate desde a aposentadoria de Toni Kroos.

    A presença de Aurélien Tchouaméni e Eduardo Camavinga confere ao Real Madrid força física, mas não oferece necessariamente um jogador que impõe o ritmo, protege a profundidade, comanda a construção de jogo desde trás e dá à equipe o controle nos grandes jogos com o mesmo perfil representado por Rodri.

    Durante o período em que o clube concentrou seus esforços em fechar a contratação de Diomandé, suas negociações com Rodri desaceleraram, antes que o Barcelona conseguisse entrar em ação e convencer o jogador de seu projeto, resultando na saída do Real da disputa.

  • Barcelona: perseguição a Rodri ou busca por um atacante?

    Do outro lado, o cenário parece invertido.

    Após as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres, o Barcelona se viu diante de uma clara carência na posição de centroavante, justamente o setor que deveria estar no topo das prioridades do clube durante o verão.

    Mas, em vez de direcionar a maior parte dos esforços para a contratação de um novo atacante, o foco maior recaiu sobre a tentativa de contratar Rodri, em uma negociação que pode ultrapassar os 60 ou 70 milhões de euros, em meio a conversas complexas com o Manchester City.

    Ninguém questiona o valor técnico de Rodri, um jogador capaz de mudar o formato de qualquer meio-campo do mundo, mas a pergunta aqui é outra: o Barcelona precisa hoje mais de um meio-campista do que de um centroavante de origem, depois de perder dois de seus elementos ofensivos mais importantes?

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  • A contratação mais forte nem sempre é a mais adequada

    A ironia é que Real Madrid e Barcelona podem ter cometido o mesmo erro, mas de maneiras diferentes.

    O Real Madrid correu atrás de um ponta excepcional, enquanto permanecia a dúvida sobre o meio-campista capaz de conduzir o jogo.

    Já o Barcelona correu atrás do melhor volante de contenção do mundo, enquanto a crise do centroavante nato seguia à procura de solução.

    No fim das contas, Diomande pode dar certo no Real Madrid, e Rodri pode fazer a diferença no Barcelona caso a negociação seja concluída, mas o sucesso individual de qualquer jogador não mudará o fato de que o planejamento do mercado de transferências não se mede apenas pela qualidade das contratações, e sim pela medida em que elas atendem às necessidades da equipe.

    E, no jogo das cadeiras musicais, você pode ser o mais habilidoso dos jogadores, mas perde se sentar na cadeira errada.

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