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A Argélia o deteve e Zidane o apoia: quem é Christophe Gleizes, com quem a Bola de Ouro demonstrou solidariedade?

A septuagésima edição da cerimônia de entrega do prêmio Bola de Ouro, realizada em Londres na última segunda-feira, foi marcada pela homenagem ao jornalista Christophe Gleizes em um gesto especial.

Antes do anúncio dos nomes dos melhores jogadores e jogadoras do ano, diante de milhões de espectadores pelas telas de televisão ao redor do mundo, a apresentadora Kate Scott e o ex-astro da França Thierry Henry prestaram apoio ao jornalista esportivo francês detido na Argélia desde junho de 2025.

Esse momento simbólico buscou transformar um dos eventos mais assistidos no mundo do futebol em uma oportunidade de exigir a libertação de Christophe Gleizes e apoiar a liberdade de imprensa, de acordo com o site oficial da organização Repórteres Sem Fronteiras.

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  • Quem é Christophe Galtier?

    Christophe Gleizes é um jornalista esportivo francês independente, que trabalhou com a revista "So Foot" e o grupo de mídia "So Press", que também inclui a revista "Society", e seu trabalho se concentra no jornalismo esportivo, entre eles a cobertura de clubes e do futebol na França e no exterior.

    Em maio de 2024, Gleizes viajou à Argélia para preparar uma reportagem sobre o tradicional clube JS Kabylie, na cidade de Tizi Ouzou, e durante sua estadia ali, ele foi detido em 28 de maio, antes de ser submetido a controle judicial por cerca de um ano, segundo a cronologia relatada por veículos de imprensa e pela organização Repórteres Sem Fronteiras.

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  • Como começou o caso de Christophe Gleizes na Argélia?

    O caso ultrapassou os limites da cobertura esportiva após serem apresentadas acusações contra Gleize relacionadas a "apoio ao terrorismo" e posse de publicações com fins de propaganda prejudicial ao interesse nacional, segundo relataram reportagens sobre o caso.

    Em 29 de junho de 2025, foi proferida contra ele uma sentença de sete anos de prisão, que posteriormente foi mantida na fase de recurso em dezembro do mesmo ano.

    O caso, de acordo com as reportagens publicadas, está ligado a entrevistas realizadas por Gleize com figuras que têm ligações com o movimento de autodeterminação da região da Cabília, um movimento que as autoridades argelinas classificam como organização terrorista desde 2021.

    Por outro lado, a organização "Repórteres Sem Fronteiras" defendeu o jornalista, considerou que o caso diz respeito ao seu trabalho profissional e pediu sua libertação.

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  • Apoio da Fifa e de Zidane

    Os apelos pela libertação de Gleizes não se limitaram às instituições jornalísticas, estendendo-se a personalidades esportivas de destaque, entre elas o presidente da Federação Internacional de Futebol, Gianni Infantino, e o treinador da seleção da França, Zinedine Zidane, de origem argelina, além de iniciativas das quais participaram entidades ligadas ao futebol e ao jornalismo.

    O jornalista também recebeu um credenciamento simbólico da Fifa para cobrir a Copa do Mundo de 2026, em um passo que visava manter seu caso presente no debate público.

    Em maio de 2026, Gleizes decidiu retirar seu recurso perante o Tribunal de Cassação, segundo informaram veículos de imprensa franceses, entre eles o jornal Le Monde, citando sua família e seu advogado, em uma tentativa de abrir caminho para a possibilidade de um indulto presidencial.

    Seus advogados esclareceram posteriormente que a evolução dos trâmites deixou o futuro de seu caso vinculado às prerrogativas do presidente argelino. Mas isso não resultou em sua libertação, já que sua família afirmou, durante uma entrevista à imprensa em 15 de outubro, que ele continua detido na Argélia.

    A mensagem de solidariedade na cerimônia da Bola de Ouro acrescentou um novo capítulo à campanha de divulgação do caso de Gleizes.

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