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Goretzka, StillerGetty

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Angelo Stiller não consegue competir com Leon Goretzka e seu status especial: vencedores e perdedores da seleção alemã

A seleção alemã começou o ano da Copa do Mundo como era de se esperar, com duas vitórias merecidas. É verdade que a equipe da DFB deixou a desejar em termos de domínio em certos momentos, tanto na vitória por 4 a 3 na Suíça quanto na de 2 a 1 contra Gana. No entanto, a estrutura básica e o plano para a Copa do Mundo, que acontecerá daqui a 72 dias, já estão definidos. 

Assim, há pouco a alterar no elenco atual, como Julian Nagelsmann já havia deixado claro durante sua nomeação (e na lendária entrevista à revista kicker). No entanto, em certos pontos, ainda será necessário fazer ajustes, o que possivelmente poderá afetar um ou outro jogador. Pois nem todos conseguiram convencer, enquanto outros aproveitaram sua chance — ou até mesmo se beneficiaram como espectadores. 

  • No fim das contas, houve vencedores e perdedores em todas as linhas da equipe. Em especial, o ataque liderado pelo recém-reintegrado Kai Havertz e por Florian Wirtz conseguiu convencer com seu jogo coletivo. Ambos transbordavam entusiasmo, brilhando com dribles impressionantes e visão de jogo.

    Além disso, Wirtz fez na Suíça provavelmente sua melhor partida com a águia no peito. O jogador do Liverpool esteve diretamente envolvido nos quatro gols, dois dos quais marcou ele mesmo com sua excelente técnica de chute. Chamou a atenção o fato de Nagelsmann tê-lo escalado nominalmente como ponta esquerda, enquanto Serge Gnabry atuava na posição de meia-atacante. O versátil atacante do Bayern de Munique buscava constantemente chegar à ponta com sprints curtos e abria espaços, o que dava a Wirtz liberdade para se expressar criativamente – o segundo gol contra a seleção suíça ilustrou bem essa ideia; contra Gana, porém, Gnabry ficou um pouco apagado. 

    Já Havertz enfrentou um problema já conhecido. O jogador de 26 anos carece constantemente de frieza na hora de finalizar. Apesar de inúmeras grandes chances, ele marcou apenas um gol de pênalti. Já na Eurocopa, mesmo como titular indiscutível, ele havia marcado exclusivamente (duas vezes) da marca do pênalti. 

    Apesar disso, Havertz conta com a total confiança de Nagelsmann e tem vaga garantida. A questão é apenas em que função. Caso Jamal Musiala, que voltou a se lesionar recentemente, recupere a forma a tempo, ele provavelmente atuará como único atacante ou, como contra Gana, ocupará a ala direita. Nesse caso, tudo se resume a um duelo entre Gnabry e Nick Woltemade.

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  • Deniz UndavGetty Images

    "O eterno tema Deniz Undav": Será que o "queridinho de todos" fez um favor a si mesmo?

    Apesar de sua fase menos boa, que já se arrasta há semanas no Newcastle United, que atravessa uma crise, ele é a primeira opção de Nagelsmann no ataque, caso o técnico opte por um centroavante clássico. Contra Gana, na equipe titular, Woltemade causou boa impressão principalmente como pivô, mesmo que não tenha conseguido marcar um gol. Sua vantagem é que, em comparação com seus concorrentes, ele representa mais um elemento diferente no ataque. Deniz Undav, por sua vez, precisa se contentar com o papel de reserva.

    O jogador do Stuttgart sai do estágio, de certa forma, como vencedor e perdedor ao mesmo tempo. “Everbybody’s Darling” cumpriu a missão do técnico da seleção e brilhou como “finalizador” com seu gol da vitória diante da torcida local. Nagelsmann justificou o papel de reserva de Undav dizendo que suas qualidades só aparecem contra adversários cansados e observou corretamente que grande parte dos seus 23 gols pelo VfB (16) foram de fato marcados no segundo tempo. 

    Ao mesmo tempo, Undav questionou publicamente as tão mencionadas “conversas sobre papéis” de Nagelsmann ao expressar, após a partida, ao microfone da ARD, esperanças de ter mais tempo de jogo. Será que ele fez um favor a si mesmo com isso? É questionável. A frase provavelmente não caiu muito bem com Nagelsmann, que já havia enfatizado antes que só levaria jogadores que cumprissem seu papel sem contestar. Undav admitiu, sim, “aceitar” isso. No entanto, na coletiva de imprensa que se seguiu, Nagelsmann reagiu de forma visivelmente sensível — e desnecessariamente direta — quando questionado sobre a declaração de Undav: “Ele mesmo se coloca sob pressão com suas declarações. Nesse sentido, para mim está tudo bem, desde que ele comece a marcar menos gols. Se ele consegue lidar bem com isso, pode ficar à vontade.”

    A verdade completa também inclui o fato de que Undav mal havia participado do jogo até marcar o gol. Isso, é claro, não passou despercebido por Nagelsmann. “Não achei seu desempenho bom até o gol”, disse ele, referindo-se aos poucos toques de bola (13) do jogador do Stuttgart. Ao mesmo tempo, ele admitiu: “Mas é por isso que ele é um atacante de ponta, por estar onde a bola cai.”

    Nagelsmann questionou ainda se Undav “marcaria assim se tivesse caminhado por 70 minutos antes” e enfatizou mais uma vez: “Também precisaremos de jogadores de troca no verão, capazes de decidir um jogo. Essa é a sua missão, o seu papel.” Mas o debate está encerrado? Provavelmente não por enquanto, embora Nagelsmann pareça já estar farto do assunto. “Já faz sete dias que o tema Deniz Undav não sai da nossa cabeça.”

  • Carta de candidatura clara de Lennart Karl para a Copa do Mundo – Altos e baixos de Leroy Sané

    O que vale para Undav também se aplica, em parte, a Leroy Sané. A convocação do ponta do Galatasaray Istambul causou bastante incompreensão entre especialistas e torcedores — o que, aliás, não surpreendeu, considerando as declarações de Nagelsmann no verão passado, após a transferência do jogador para a Turquia. A exigência clara era que ele marcasse mais pontos do que na Bundesliga, mas há algumas semanas Sane nem sequer tem mais uma vaga no time titular do líder turco. 

    Por isso, muitos olhos estavam voltados para sua escalação na partida contra a Suíça, na qual o astro de longa data do Bayern decepcionou bastante. Sane, praticamente invisível, conseguiu apenas uma de suas muitas dribles, enquanto ao seu redor o time fazia mágica. Nagelsmann, portanto, não quis “tirá-lo de campo”. Como argumento, Nagelsmann alegou “que precisamos de jogadores que se destaquem no um contra um e não temos muitos deles, especialmente na defesa”, citando Lennart Karl e Jamie Leweling como concorrentes diretos. “Leroy sabe o que é exigido – e ele precisa mostrar isso.”

    E foi exatamente o que Sane fez contra Gana após sua entrada em campo, preparando com inteligência o gol da vitória por 2 a 1 de Undav. Nagelsmann atestou posteriormente uma clara melhora em seu desempenho. E Karl? Ele conseguiu convencer em ambas as partidas como reserva com seus dribles irresistíveis. 

    Consequentemente, o adolescente recebeu o maior elogio possível de Nagelsmann, o que também deve servir de indício para Said El Mala, que ainda havia sido convocado na prévia convocação: “De todos os jovens jogadores que convocamos ao longo do tempo, ele foi quem causou a melhor impressão”. Undav foi além, comparando-o a Ribéry, e elogiou a “experiência de Karl para a idade”. Portanto, parece ter sido mais do que apenas um teste entre os “grandes”; ele já pode começar a fazer as malas para a Copa do Mundo. 

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  • Germany v Luxembourg - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    Especulações sobre Kevin Schade: Maximilian Beier seria o beneficiário?

    Embora Leweling tenha ficado de fora dos dois jogos, seria uma grande surpresa se ele não fosse convocado para a seleção da Copa do Mundo. Sobretudo porque o jogador do Stuttgart pode atuar nas duas laterais e já provou ter aquele poder extra como curinga. Enquanto isso, seu companheiro de equipe Chris Führich, convocado posteriormente, não aproveitou a chance que teve ao entrar em campo contra Gana. Já Kevin Schade nem sequer teve essa oportunidade.

    Nagelsmann o convocou com o argumento de que o ex-jogador do Freiburg, do FC Brentford, que é veloz como uma flecha, deveria se integrar e se adaptar à equipe. Em vez disso, os dois jogadores do Dortmund, Karim Adeyemi e Maximilian Beier, ficaram de fora – e não se juntaram à equipe, mesmo com a ausência de Leweling. “Fui muito claro com os três: vamos levar – neste momento – um, no máximo dois, desses atacantes de contra-ataque”, explicou Nagelsmann. “Kevin tem agora a vantagem de poder se mostrar conosco. Mas os outros também tiveram essa vantagem antes.”

    No fim das contas, Schade só pôde se mostrar no campo de treino, o que deixa muito espaço para interpretações. Adeyemi e Beier, de qualquer forma, não devem ter ficado tristes com isso. Especialmente porque o último pode ser o grande beneficiado, já que se apresentou em excelente forma no BVB recentemente e também brilhou várias vezes lá no papel de reserva. Como trabalhador incansável, tanto na defesa quanto no ataque, Beier é provavelmente aquele que melhor consegue implementar o estilo de pressão preferido de Nagelsmann. Adeyemi, por sua vez, está atualmente em uma situação provavelmente desfavorável, depois de ter perdido a vaga de titular sob o comando do técnico Niko Kovac na virada do ano e de ainda não ter mostrado muito vindo do banco. 

  • Nathaniel Brown deixa sua marca com força — será que David Raum tem motivos para se preocupar?

    Nathaniel Brown, que foi titular desde o início contra Gana, deixou sua marca de forma contundente. Ao contrário de David Raum, ele interpretou seu papel como lateral-esquerdo de forma bem mais centrada, dando continuidade ao seu excelente desempenho no Eintracht Frankfurt como um meio-campista de apoio/meio-campista ofensivo desde a chegada de Albert Riera ao comando. 

    Brown deu segurança na retaguarda para os ativos jogadores ofensivos e manteve seu lado sob controle sem exceção, embora tivesse, sem dúvida, a tarefa mais difícil contra os fracos africanos ao marcar Antoine Semenyo, a mais recente contratação do Manchester City no mercado de inverno. Ele venceu várias vezes disputas importantes nos poucos momentos de transição dos visitantes. 

    Será que o jogador, que na verdade é titular, precisa se preocupar com a sua vaga no time titular na Copa do Mundo? No ataque, o jogador do Leipzig tem se mostrado uma verdadeira arma nesta temporada, mas defensivamente é, por vezes, vulnerável. Isso ficou evidente na derrota por 1 a 2 para a Suíça, quando ele deixou o cruzador Silvan Widmer passar à frente de Breel Embolo antes do gol. Em contrapartida, ele fez uma defesa decisiva contra Johan Manzambi, que poderia ter feito o 3 a 2. 

    Raum ainda deve ser titular, mas, ao longo do torneio, um Brown nessa forma pode representar uma alternativa real. Curiosidade: na Eurocopa em casa, foi o próprio Raum quem conquistou o time titular como plano B, tirando a vaga de Maximilian Mittelstädt. Para o jogador do Stuttgart, por outro lado, a porta se fechou definitivamente após não ter sido convocado. 

  • Switzerland v Germany - International FriendlyGetty Images Sport

    Angelo Stiller não consegue competir com Leon Goretzka e seu status especial

    O mesmo se aplica, quer queiramos quer não, a Angelo Stiller, caso Aleksandar Pavlovic e, sobretudo, Felix Nmecha recuperem a forma a tempo ou consigam mantê-la. Pavlovic já voltou aos treinos, enquanto para Nmecha se vislumbra uma corrida contra o tempo. 

    Stiller, convocado posteriormente, foi titular nos dois amistosos e, no geral, teve um desempenho satisfatório. Mas nada além disso. Ele confirmou a avaliação de Nagelsmann de que Pavlovic está atualmente à frente. A ausência de Nmecha parece ser sua única chance de ser convocado. 

    Especialmente porque Pascal Groß desfruta de uma espécie de status especial como conector e “braço direito” de Nagelsmann na equipe, embora não tenha necessariamente convencido contra Gana. Por isso, não foi surpresa que Anton Stach não tenha tido a chance de apresentar novos argumentos a seu favor. O volante do Leeds United havia chamado a atenção positivamente com boas jogadas após sua entrada contra a Suíça e chegou a dar a assistência para o gol da vitória por 4 a 3. Ele também poderia oferecer a segurança necessária nos contra-ataques e fazer o trabalho sujo para Joshua Kimmich, mas Nagelsmann claramente tem outros planos. 

    E é aí que Leon Goretzka entra em cena. Embora não tenha se destacado de forma impressionante, ele claramente se encaixa no perfil de jogador que Nagelsmann procura para a posição ao lado de Pavlovic ou Nmecha. Como anunciado anteriormente à revista kicker, Goretzka atua como um jogador de profundidade na linha de frente. Com sua força de penetração, ele deve marcar os adversários como uma espécie de “radical livre” e servir de ponto de apoio, o que fez com destaque na fase final contra Gana com seu passe para o assistente Sane. 

    Como Kimmich alterna entre a lateral direita e o centro, a presença de Goretzka também não faz falta em jogos com muita posse de bola no meio-campo. O capitão esteve quase tão bem integrado ao jogo quanto no Bayern de Munique e soube usar suas qualidades com a bola nos pés da mesma forma. Defensivamente, ele também não fez um trabalho ruim, mesmo que muitas vezes tivesse muito espaço nas costas e, por isso, não fosse totalmente isento de culpa no primeiro gol sofrido contra a Suíça. De qualquer forma, Nagelsmann não tem realmente uma alternativa séria para a lateral direita, o que o substituto Josha Vagnoman confirmou mais uma vez com seu fraco desempenho nos duelos antes do empate de Gana – para seu próprio desgosto e o de seus companheiros –, após três anos de ausência da seleção alemã. É bem possível que, por isso, Benjamin Henrichs ou Ridle Baku (ambos do RB Leipzig) retornem à seleção nacional. 

  • Nico Schlotterbeck e Jonathan Tah são titulares – Antonio Rüdiger na posição de reserva

    Na defesa central, a situação também está definida. Nico Schlotterbeck e Jonathan Tah irão, aconteça o que acontecer, para a Copa do Mundo como dupla titular. Nem mesmo os dois erros de Schlotterbeck contra a Suíça vão mudar isso. Afinal, espera-se que ele, na construção de jogadas, dê passes que abram espaços. 

    É claro que a confirmação para Nagelsmann, que já havia prometido a Schlotterbeck uma vaga no time titular na revista “kicker” e deu todo o apoio ao zagueiro do BVB mesmo após a partida contra a Suíça, é outra. Uma razão para a convicção do técnico da seleção é óbvia: Schlotterbeck é o único zagueiro central com um pé esquerdo forte no elenco atual, o que é simplesmente necessário em um sistema tão orientado para a bola com as exigências de Nagelsmann. Resta esperar que tenha sido apenas um deslize pontual.

    Por outro lado, também não há dúvidas quanto à classe individual de Schlotterbeck na defesa espacial e nos duelos. Isso também beneficia Tah, que, sobretudo em momentos de transição rápida, tem de vez em quando dificuldades para reagir a tempo. Contra a Suíça, ele também foi muito passivo em dois gols sofridos. 

    Em relação ao adversário Antonio Rüdiger, Tah ainda tem, no momento, uma boa vantagem. Mesmo que o zagueiro do Bayern não tenha se saído muito bem em uma jogada contra Gana e tenha que agradecer a Schlotterbeck por não ter ficado 1 a 1 mais cedo. Rüdiger deve ser o primeiro suplente, caso não se prejudique com novas controvérsias no Real Madrid

    Waldemar Anton também já pode contar com a vaga na Copa do Mundo, embora não tenha jogado nenhum minuto. Assim como Groß, o jogador do Dortmund é um membro respeitado na estrutura da seleção alemã, totalmente satisfeito com seu papel de garantir vitórias apertadas até o apito final. Além disso, uma convocação é a recompensa merecida por uma temporada forte no BVB.  Nagelsmann já havia dado essa indicação logo após o apito final: “Temos alguns que não jogaram agora, e precisamos ver como serão as próximas semanas. Mas também temos o Waldi, que muito provavelmente estará na lista, apesar de não ter jogado. Com ele, sabemos o que temos. Ele sempre se entrega totalmente nos treinos, dá tudo de si. Ele já merecia ter jogado várias vezes, mas não dá para perceber isso nele.”

    Malick Thiaw foi, ao lado de Anton, Schade e do goleiro reserva Finn Dahmen, o quarto do grupo que não entrou em campo. Ele é e continua sendo, portanto, uma aposta incerta. 

  • Julian NagelsmannGetty

    As medidas de Julian Nagelsmann estão dando resultado — mas é isso mesmo que elas precisam fazer

    Há ainda o próprio Nagelsmann, que, com sua comunicação por vezes questionável, sempre reacende discussões. Sua maneira de lidar com Undav é, no mínimo, infeliz; declarações contraditórias, como na entrevista à revista *kicker*, ou sua reviravolta de 180 graus em relação a Sané já se tornaram parte integrante de seu mandato na DFB.

    Por outro lado, o técnico da seleção alemã acertou em muitos pontos nas suas decisões. A medida de contratar Alfred Schreuder e dar mais liberdade ao treinador de jogadas ensaiadas, Mads Buttgereit, também se revelou acertadíssima. Duas jogadas ensaiadas resultaram em gols (Tah e Wirtz) contra a Suíça. 

    Resta saber se ele está fazendo um favor a si mesmo com suas declarações excessivas. Só a questão de Undav provavelmente acompanhará a seleção alemã até o início da Copa do Mundo. Mas se Nagelsmann tiver sucesso no final das contas, provavelmente quase ninguém falará mais sobre sua abordagem controversa. Caso contrário, porém, cada frase que ele disser provavelmente se voltará contra ele. 

  • Seleção da DFB: Os próximos amistosos da Seleção Alemã antes da Copa do Mundo

    DataHoraAdversárioLocal
    31 de maio20h45FinlândiaMainz, Alemanha
    6 de junho20h30EUAChicago, EUA