Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
Sergio Roberto GFX 1-1GOAL

“Vencer o máximo possível”: Sergi Roberto tem raízes profundas no Barcelona, mas o confronto do LA Galaxy com o LAFC vem primeiro

Thomas Hindle
Traduzido por
  • Sergi Roberto ainda ouve perguntas sobre aquele gol o tempo todo. Talvez tenha sido o dia mais marcante da história recente do Barcelona. Neymar cruzou, Roberto se arriscou, enquanto todos os defensores do PSG ficaram parados. A finalização foi perfeita.

    La remontada, a virada após uma desvantagem de 4 a 0 na Champions League, estava completa.

    Roberto mora agora em Los Angeles e joga pelo LA Galaxy. Aquele momento aconteceu há uma década. Mas, todos os dias, quando passeia com a esposa e os filhos por um lugar onde desfruta de relativo anonimato em comparação com a agitação de Barcelona, ele é parado para tirar selfies e responder a perguntas sobre aquele gol.

    “É o gol mais maluco que já marquei, com certeza. É o gol de que todo mundo se lembra. O tempo vai passar, e todos ainda vão se lembrar daquele jogo”, disse à GOAL.

    Mas aquele era o mesmo jogador em outra fase da vida. Na época, Roberto era um garoto de La Masia que começava a receber oportunidades no clube de sua cidade natal, que ainda acompanha toda semana. Hoje, tem esposa, filhos e uma casa nos Estados Unidos. Os tempos mudam, as carreiras mudam. Ainda assim, Roberto insiste que este é o lugar onde deveria estar.

    “Mesmo quando jogava no Barcelona, eu sempre dizia que gostaria de jogar na MLS”, afirmou Roberto. “Só não sabia quando isso aconteceria.”

  • Sergi Roberto 2:1
    Getty Images

    Roberto foi capitão do Barcelona e disputou quase 400 partidas pelo renomado clube espanhol.

    E há uma lógica por trás dessa trajetória. Afinal, Los Angeles não é um destino difícil de escolher. Como Roberto sempre soube que queria jogar um dia por um clube da Major League Soccer, a mudança parece fazer sentido.

    Ela também acontece na hora certa. Quando o técnico alemão Hansi Flick chegou ao Barcelona, promoveu uma reformulação no elenco. Em 2024, disse que Roberto “não era um jogador do Barcelona”, uma declaração controversa, já que ele havia disputado quase 400 partidas pelo clube, sido capitão na temporada anterior e conquistado 25 títulos importantes.

    Ainda assim, suas palavras sinalizavam uma mudança. Roberto foi para o Como, onde teve como técnico Cesc Fabregas, seu ex-companheiro de equipe no Barcelona. Ele teve papel importante na ascensão meteórica do clube e contribuiu para a conquista de uma vaga na Champions League após a equipe terminar em quarto lugar.

    Essa etapa também chegou ao fim. Seu contrato expirou em junho, e outras oportunidades surgiram.

    “Tive dois anos incríveis [no Como]. Mas, quando meu contrato terminou, meu objetivo era vir para a MLS”, disse.

    Roberto tinha 34 anos, e a MLS o aguardava. Ainda havia algumas conversas pela frente, mas a ligação catalã com Riqui Puig, do Galaxy e antigo companheiro de Roberto no Barcelona, ajudou a concretizar a transferência.

    “[Puig] só falou coisas maravilhosas sobre o clube, a liga e a cidade. Ele me disse que eu seria muito feliz aqui”, afirmou Roberto. “A adaptação aqui foi muito fácil.”

    Puig ajudou Roberto a se familiarizar com o novo ambiente. Os dois moraram juntos enquanto Roberto resolvia sua situação de moradia. Não é o lugar onde Roberto cresceu. Mas, se a adaptação tranquila de Puig à liga, marcada pela conquista da MLS Cup de 2024, mostra algo, é que os catalães podem prosperar não só no sul da Califórnia, mas também na liga como um todo.

    De forma mais simples, Roberto disse que o Galaxy tem um grupo de pessoas muito legais.

    “O time tem um grupo de caras muito legais, e o técnico também”, acrescentou.

  • “É uma situação diferente”

    imago-sport-1083179574.jpg
    Ball Raw Images

    Roberto tem sido peça fundamental na recuperação do Galaxy na reta final da temporada.

    Os esportes americanos costumam ser cercados de mitos entre os jogadores europeus.

    A cultura aqui é diferente. Há algumas grandes ligas esportivas, enquanto na Europa há basicamente uma. Antoine Griezmann, outro ex-companheiro de Roberto que agora joga pelo Orlando City, há muito tempo se interessa por basquete. Harry Kane, apontado como favorito à Bola de Ouro, disse claramente que não se importaria de tentar a sorte na NFL.

    Em termos culturais, Roberto tinha menos certezas. Como muitos no mundo do futebol, ele já sabia um pouco sobre basquete.

    Mas ir a um jogo do Los Angeles Rams com Puig abriu seus olhos para a NFL.

    “Na Europa, a NFL não é um esporte muito popular. Acho que praticamente ninguém acompanha a liga, mas, desde que vim para cá, fui a um jogo dos Rams e gostei”, disse. Roberto pode acabar se tornando torcedor. “Tento acompanhar a liga pela TV. É um jogo muito tático, e gosto disso”, afirmou Roberto.

    Há, de fato, alguns paralelos entre a leitura de jogo de Roberto e a de um quarterback da NFL. Ele não faz lançamentos nem comanda um ataque. Mas Roberto domina sua área do campo. No Galaxy, encaixou-se bem como volante, jogando atrás do imprevisível Marco Reus, que, de repente, passou a ter muito menos responsabilidades defensivas.

    A intensidade da liga também se fez sentir de imediato. Roberto disputou seu primeiro jogo na MLS em 29 de agosto.

    Ele chegou a um clube em plena disputa por uma vaga nos playoffs. Puig passou por uma segunda cirurgia no ligamento cruzado anterior em dois anos no início da temporada e não entrou em campo neste ano. Sua volta aos gramados é extremamente incerta. Mas o Galaxy conseguiu se manter na disputa sem ele. Reus contribuiu com gols e assistências. O atacante Joao Klauss, contratado junto ao St. Louis em janeiro, recuperou a boa forma e a condição física e marcou nove gols em dez partidas como titular. Uma boa sequência, na qual o Galaxy perdeu apenas um dos últimos seis jogos enquanto todos os adversários diretos deixaram pontos pelo caminho, deixou Roberto perto de disputar os playoffs em sua primeira temporada na liga.

    “É uma situação diferente. Quando você vem da Europa, está no fim da temporada, depois tem as férias de verão e imagina que vai começar do zero na liga e tudo mais. Então, chegar aqui no meio da temporada, lutando pelos playoffs... cada jogo tem sido como uma final para nós conseguirmos a classificação”, disse.

  • “Minha mente estará focada no El Trafico”

    LA Galaxy v Seattle Sounders FC
    Getty Images Sport

    O LA Galaxy de Roberto enfrenta o LAFC apenas quatro horas depois do duelo entre Barcelona e Real Madrid pela La Liga

    Há certa ironia na programação deste fim de semana. Às 16h, no horário do leste dos Estados Unidos, Barcelona e Real Madrid se enfrentarão no primeiro Clásico do ano. Cinco horas depois, terá início o El Trafico, a acirrada rivalidade do Galaxy com o LAFC, clube mais novo da mesma cidade. Mas Roberto sabia da importância deste último confronto?

    “Eu sabia do jogo porque acompanho a MLS há muitos anos”, disse Roberto.

    A coincidência de horários tem seus pontos positivos e negativos. O lado bom é que Roberto tem experiência em grandes jogos para lidar com confrontos assim. Um Clásico prepara você para praticamente tudo.

    “Nós, jogadores, gostamos de disputar esse tipo de jogo, vindo da Europa. Tive a chance de jogar El Clásico muitas e muitas vezes. É o jogo que todo jogador espera disputar”, disse Roberto.

    O lado ruim? Ele não poderá assistir ao seu querido Barcelona disputar o maior jogo do ano, pelo menos não ao vivo. Mas, depois da partida, independentemente do que acontecer, encontrará tempo para assistir.

    “Minha atenção estará voltada para o El Trafico”, prometeu Roberto. “Mas, depois que vencermos, poderei assistir ao El Clasico.”

    Talvez o momento seja perfeito. O Barcelona sempre virá em primeiro lugar para Roberto. Ele ainda encontra tempo para assistir a todos os jogos, seja ao vivo ou mais tarde, mesmo quando já sabe o placar. Isso está no seu DNA. Mas sua mudança para a MLS não é, de forma alguma, uma fuga nem uma aposentadoria. Agora ele precisa se concentrar no LA Galaxy. E também é exatamente isso que deseja. Roberto está aqui para vencer.

    “As pessoas acham que os jogadores vão para a MLS, para os Estados Unidos, para se aposentar. Não é o caso. Acho que todos nós viemos para cá para vencer. A liga está ficando mais competitiva, com jogadores de maior destaque chegando, e eu quero vencer”, acrescentou.

    E, depois de 25 títulos, 400 partidas e aquele gol, é difícil contestar a confiança de Roberto em si mesmo.

    “Não sei por quantos anos vou jogar aqui, mas espero que possamos vencer pelo maior tempo possível”, disse.