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USMNT

Cavan Sullivan, Mathis Albert e as cinco promessas mais empolgantes para a seleção masculina dos Estados Unidos

Ryan Tolmich
Traduzido por
  • Embora o futebol masculino dos Estados Unidos talvez não esteja entre os melhores do mundo, há algo em que o país se destaca: criar expectativa. Poucos países conseguem gerar tanta empolgação em torno de seus jovens talentos e, agora, depois de muitos anos de espera, esses jogadores começam a corresponder às expectativas e, às vezes, até a superá-las.

    Vimos muito disso na primeira data Fifa após a Copa do Mundo, durante uma concentração que contou com 13 estreantes e oito adolescentes. Os mais jovens não pareceram deslocados em nenhum momento: comandaram partidas, marcaram gols e aumentaram ainda mais a empolgação em torno de seu evidente potencial.

    Não faltam jogadores fazendo isso, e nem todos puderam entrar nesta lista dos cinco primeiros. Há tantos jovens talentos à disposição da seleção que nomes como Zavier Gozo, Peyton Miller e Diego Kochen ficaram logo de fora. Os três podem se tornar titulares mais cedo do que se imagina. Isso não é uma crítica a eles, mas uma demonstração de como esta próxima geração pode ser empolgante.

    Então, quem são os cinco jovens talentos mais promissores da seleção masculina dos Estados Unidos neste momento? A GOAL analisa...

  • 5. Julian Hall

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    Marty Jean Louis

    Hall está em alta após despontar na Data Fifa.

    Sim, a quinta posição parece um pouco baixa, especialmente depois que, segundo relatos, ele igualou Pele, logo ele, ao marcar em seus três primeiros jogos pela seleção. 

    Encare isso, então, mais como um elogio aos demais da lista, porque Hall tem potencial para ser muito bom. 

    O jovem atacante segue evoluindo na MLS e, em breve, provavelmente também estará atuando na Europa. É aí que começarão os verdadeiros testes. Ele tem faro de gol, sem dúvida, mas terá capacidade atlética suficiente para fazer a diferença no mais alto nível? E, no futebol de seleções, que depende mais da capacidade atlética do que o futebol de clubes, conseguirá desbancar Folarin Balogun, a revelação da última Copa do Mundo? 

    Se a resposta a essas perguntas for “sim”, a seleção dos Estados Unidos terá um atacante e tanto. 

  • 4. Neil Pierre

    United States v Chile - International Friendly
    Getty Images Sport

    Pierre é alto, sim, mas também está se tornando um zagueiro de destaque.

    Não está claro se ele tem o mesmo potencial bruto de Hall, mas supre uma grande carência no grupo de jogadores da seleção dos Estados Unidos. 

    A seleção dos Estados Unidos precisa urgentemente de um zagueiro nesta nova geração, e Pierre parece ser esse jogador. Com 2,01 m de altura, ele é, evidentemente, muito alto, mas também vem evoluindo bastante nos aspectos defensivos e técnicos do jogo. Some-se a isso sua força no jogo aéreo nas bolas paradas, e o resultado é algo diferente de tudo o que já vimos. 

    Mais uma vez, a dúvida é sua capacidade atlética. Há um motivo para não haver muitos jogadores do tamanho dele no mais alto nível. Para chegar lá, ele precisará estar muito acima da média nesse aspecto, mas os primeiros sinais indicam que isso é possível. 

  • 3. Adri Mehmeti

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    ZUMA Press Wire

    Mehmeti é um tipo de jogador diferente de todos os que o futebol dos Estados Unidos já produziu.

    As comparações com Sergio Busquets são um tanto exageradas, mas dá para entender a ideia. E “visão” é, de fato, a palavra-chave quando se fala de Mehmeti. 

    O aspecto mais impressionante de seu jogo é a maneira como ele o enxerga, com uma maturidade muito além da idade. É inteligente com a bola e lê bem o jogo. O drible sobre o campeão mundial Rodrigo de Paul no último fim de semana mostrou que ele também tem alguns truques na manga. 

    Mais uma vez, a dúvida está na capacidade física. Embora seja habilidoso com a bola nos pés, ele ainda precisa provar que consegue percorrer o campo o suficiente para competir com os melhores. Colocá-lo ao lado de alguém como Tyler Adams ajuda, mas os melhores entre os melhores conseguem controlar o jogo com e sem a bola. Esse é o próximo grande passo de Mehmeti.

  • 2. Mathis Albert

    United States v Peru - International Friendly
    Getty Images Sport

    O jovem talento do Borussia Dortmund foi, por um breve período, o jogador mais jovem da história a marcar pela seleção dos Estados Unidos.

    Já vimos essa fórmula antes e, se esta lista tivesse sido feita em diferentes momentos da última década, ela estaria bem no topo: um atacante em ascensão no Borussia Dortmund. O fato de Albert não ser o número 1 é um sinal dos tempos, porque seu potencial é enorme.

    Ele mostrou isso durante a recente pausa para as seleções, ao marcar seu primeiro gol pela seleção contra o Chile. É fácil identificar os pontos fortes no jogo de Albert: a velocidade, a habilidade no drible e, acima de tudo, a confiança para usar ambas diante de qualquer adversário adulto que apareça em seu caminho. Ele já mostrou isso em todos os níveis até agora, mas ainda precisa mostrar mais.

    Sua afirmação no Borussia Dortmund parece estar próxima e, caso não aconteça, fontes disseram à GOAL que vários dos principais clubes europeus estão à espera de uma oportunidade para contratá-lo. Albert parece destinado a chegar ao topo, o que daria aos Estados Unidos um ponta perigoso, capaz de mudar uma partida com uma arrancada ou um drible.

  • 1. Cavan Sullivan

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    ZUMA Press Wire

    Sullivan pode ser o jogador que mais gerou expectativas na história do futebol dos Estados Unidos.

    Ele está no mesmo patamar de Freddy Adu e Christian Pulisic em termos de expectativa gerada e, recentemente, Sullivan tem até superado esse nível.

    Poucos dias depois de ver Albert se tornar o jogador mais jovem a marcar pela seleção masculina dos Estados Unidos, Sullivan tomou para si o recorde com um golaço contra o México. O mais impressionante é que, de certa forma, isso não foi uma surpresa. Pelo desempenho com que vem comandando o Philadelphia Union na MLS, o grande momento de Sullivan sempre foi uma questão de quando, não de se aconteceria.

    É claro que ele ainda tem muito a evoluir, mas o crescimento do atacante de 17 anos desde a Copa do Mundo tem sido imenso. Sullivan é a promessa mais empolgante que os Estados Unidos têm e, talvez, a mais empolgante que já tiveram. Por isso, lidera uma lista mais disputada do que nunca.