A Alemanha fracassou mais uma vez na Copa do Mundo; a eliminação diante do Paraguai nos pênaltis não foi apenas um incidente isolado, mas sim o mais recente capítulo de uma história que se transformou em um verdadeiro pesadelo para os tetracampeões mundiais.
Desde que levantou a taça no Brasil, em 2014, no estádio do Maracanã, a seleção alemã tem enfrentado dificuldades para se firmar nas Copas do Mundo.
O jornal “Marca” afirmou que essa é uma maldição que agora ameaça a Espanha, e que a seleção “La Roja” espera quebrar na próxima quinta-feira contra a Áustria.
Pois, se há uma seleção que pode se ver refletida no espelho alemão, essa seleção é a Espanha. Ambas chegaram ao topo, ambas dominaram uma época e ambas aprenderam, mais tarde, o quão difícil é permanecer no topo.
2018... O início do declínio alemão
O declínio da Alemanha começou na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Quatro anos após conquistar o título, a Alemanha sofreu um dos maiores desastres de sua história recente.
Ficou no grupo com a Suécia, o México e a Coreia do Sul, venceu apenas uma partida e terminou em último lugar no grupo; sua eliminação do torneio foi surpreendente e dolorosa para uma seleção acostumada a disputar o título.
Não foi mera coincidência; o revés se repetiu no Catar 2022. O sorteio colocou a Alemanha frente a frente com a Espanha na fase de grupos, e ela venceu apenas mais uma partida, terminando em terceiro lugar.
Japão e Espanha se classificaram para as oitavas de final, enquanto a Alemanha foi eliminada precocemente do torneio pela segunda vez consecutiva.
E eis que o próximo capítulo se inicia. A derrota da Alemanha nos pênaltis para o Paraguai prolonga uma série de desastres que já dura mais de uma década. Desde aquela noite mágica no Rio de Janeiro, a Alemanha não chegou nem perto de avançar para as fases eliminatórias da Copa do Mundo... A maldição do campeão continua a persegui-la.
Um espelho no qual a Espanha não quer se ver
A história recente da Espanha revela semelhanças preocupantes. Após conquistar a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, a “La Roja” sofreu um colapso imediato no Brasil, em 2014.
O sorteio a colocou em um grupo com Holanda, Chile e Austrália, e ela conseguiu vencer apenas uma partida, terminando em terceiro lugar e sendo eliminada na fase de grupos.
Quatro anos depois, na Rússia 2018, a situação melhorou, embora não de forma significativa. A Espanha ficou em primeiro lugar no seu grupo, que incluía Portugal, Irã e Marrocos, mas conquistou apenas uma vitória.
Sua trajetória terminou prematuramente nas oitavas de final contra a Rússia, nos pênaltis, que encerraram uma partida decepcionante e sem brilho.
O mesmo cenário se repetiu no Catar 2022, onde a Espanha foi novamente eliminada nas oitavas de final. Desta vez, foi o Marrocos que acabou com o sonho da Espanha na Copa do Mundo.
A diferença entre a Espanha e a Alemanha é que a “La Roja” encontrou motivos para otimismo nesse período. Chegou às semifinais do Campeonato Europeu de 2020 (realizado em 2021) e conquistou o título do Campeonato Europeu de 2024, o que demonstra que continua sendo uma potência competitiva no cenário continental.
No entanto, a Copa do Mundo continua sendo o maior desafio. Desde que a Espanha conquistou o título em Joanesburgo, não conseguiu voltar ao topo da competição.
Duas eliminações nas oitavas de final e uma eliminação na fase de grupos traçam um quadro de um histórico extremamente fraco para uma seleção acostumada a grandes ambições.
Por isso, a partida desta quinta-feira contra a Áustria ganha especial importância. Além do resultado em si, a Espanha busca dar continuidade a uma trajetória que lhe permita quebrar a maldição da Alemanha, que a persegue desde 2014. A maldição do campeão persiste, e os números e os antecedentes confirmam isso.
A Espanha não quer se tornar o próximo grande exemplo... Depois de ter alcançado o topo na África do Sul, seu objetivo é provar que ainda é possível voltar lá.

