O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o astro do basquete LeBron James insultou os Estados Unidos ao não permanecer parado durante a execução do hino nacional norte-americano.
James, que atualmente joga pelo Philadelphia 76ers, aparentemente imitou o movimento de uma tacada de golfe e executou gestos semelhantes a arremessos de basquete, enquanto o hino nacional era tocado antes da partida de abertura da temporada contra o New York Knicks, na última quarta-feira.
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Trump escreveu, em sua conta na plataforma "Truth Social": "Durante a execução do hino nacional, LeBron James ofende o nosso país! Eu disse desde o começo que ele é uma pessoa ruim, uma vergonha em todos os sentidos da palavra".
E acrescentou: "LeBron James deve se desculpar com todos os grandes guerreiros e heróis norte-americanos, que sacrificaram suas vidas pela bandeira dos Estados Unidos e por tudo o que o nosso país representa!".
James não respondeu, até o momento, às últimas declarações de Trump, mas os dois já criticaram um ao outro em diversas ocasiões.
As crises do hino
O hino nacional norte-americano é tocado, gravado ou executado ao vivo, no início da maioria das partidas esportivas profissionais. Espera-se que jogadores e torcedores fiquem de pé durante sua execução, sempre que possível, e se abstenham de qualquer movimento, enquanto alguns dos presentes repetem sua letra.
Essa tradição se tornou motivo de disputa política ao longo dos últimos dez anos. Em 2016, o ex-jogador de futebol americano Colin Kaepernick sentou-se e, depois, ajoelhou-se sobre um joelho durante a execução do hino, em protesto contra a violência policial e o racismo nos Estados Unidos.
Trump dirigiu, na época, críticas duras a Kaepernick, e posteriormente atribuiu a si mesmo o mérito de o jogador não ter encontrado um time para continuar jogando. Mas ele suavizou sua postura anos depois, dizendo que Kaepernick deveria "ter outra chance" para jogar na liga de futebol americano.
Em 2018, Trump insinuou que LeBron James não é inteligente, depois que o jogador de basquete disse que "jamais se sentaria diante" do presidente.
No mesmo ano, James - que apoiava o ex-presidente Joe Biden - disse que Trump deu aos racistas "uma oportunidade de aparecer e falar em voz alta sem medo".

