Miguel Trauco foi um dos reforços menos badalados do Flamengo na temporada. O lateral chegou sem alarde, sem AeroFla e pouco conhecido da torcida Rubro-Negra. Inicialmente, o peruano veio para fazer sombra ao menino Jorge e, talvez, ser preparado para assumir o posto do então camisa 6 que muito provavelmente seria negociado ao longo do ano.
As coisas saíram um pouco antes do planejado, uma convocação para a Seleção Brasileira, para a disputa do Jogo da Amizade, contra a Colômbia, e uma venda logo em seguida deixaram os Rubro-Negros apreensivos, já que viviam a expectativa da estreia na Copa Libertadores da América, principal competição disputada pelo clube em 2017.
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(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)
Como suprir a ausência de um dos destaques do time? Um jogador com grande identificação com o clube e talento, uma das principais armas do Flamengo na última temporada. A responsabilidade então caiu no colo do peruano recém chegado que matou no peito e fez com que os torcedores esquecessem de Jorge.
Quatro meses depois, a torcida do Flamengo vive lua de mel com Miguel Trauco, peça fundamental no esquema de Zé Ricardo. Forte ofensivamente, ele chega com muito perigo no ataque e mostra uma grande sintonia com Paolo Guerrero, que até melhorou de rendimento com a presença do compatriota.

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"Sempre que existir uma chance eu vou procurar dar assistência para o Paolo, se não, tratar de dar o melhor, o importante é ganhar. Eu prefiro dar passes, agora estou fazendo gols, dois gols já e estou muito bem com isso".
Trauco também funciona como uma espécie de coringa de Zé Ricardo, podendo ser utilizado tanto na lateral, quanto na ponta esquerda e até no meio-campo. Foi dele a responsabilidade de substituir Diego contra o Atlético-PR fora de casa, por exemplo. Em 7 jogos, ele soma gols, sendo dois pela Libertadores e cinco assistências.
Neste domingo contra o Fluminense, o lateral pode conquistar seu primeiro título com a camisa do Flamengo, isso com apenas quatro meses de clube. Ele falou sobre a felicidade em ter a chance de viver esse momento.
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(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)
"Vai ser um jogo muito duro, um jogo decisivo e muito importante. O primeiro título no Brasil seria genial, o primeiro fora do Peru, seria algo muito grande para mim, com quatro meses aqui, conquistar algo grande pelo Flamengo que também é um time muito grande, seria bonito para a minha carreira".
O Flamengo encara o Fluminense neste domingo(7), às 16h, no Maracanã. Para tirar a taça do time da Gávea o Tricolor precisa vencer por dois gols de diferença já que o Rubro-Negro venceu a primeira partida por 1 a 0.




