Do auge da glória ao abismo do vazio; foi assim que Ronaldo Nazário descreveu a fase pós-aposentadoria. O lendário jogador brasileiro, que aterrorizou as defesas do mundo inteiro, quebrou o silêncio para revelar o outro lado do futebol: a solidão, a depressão e a perda de identidade.
Uma confissão chocante que surgiu no momento em que ele assistia, das arquibancadas, à eliminação precoce da seleção de seu país na Copa do Mundo de 2026. Como “O Fenômeno” viveu a partida mais difícil de sua vida após o apito final?
Ronaldo Nazário, campeão mundial com o Brasil em 1994 e 2002, compareceu como espectador a várias partidas durante a Copa do Mundo de 2026, mas a cena foi dolorosa para ele ao ver a Seleção ser eliminada nas oitavas de final pela Noruega, liderada por Erling Haaland, ficando de fora das quartas de final em uma surpresa estrondosa.
No podcast “Conversas com Lendas do Futebol”, o artilheiro histórico do Brasil na Copa do Mundo abriu o coração ao falar sobre a decisão de se aposentar, tomada em 2011, aos 34 anos.
Ele descreveu aquele momento com palavras dolorosas: “Quando você decide parar de jogar, sente como se alguém querido tivesse partido. Sofri de depressão grave e ganhei peso. Foi muito difícil deixar o futebol; a ideia de não jogar novamente por um tempo foi devastadora”.
E “O Fenômeno” explicou que o maior desafio não foi tanto físico quanto psicológico: “É nesse momento que você percebe que há outras coisas na vida e que é capaz de se reinventar, mas a ideia de não competir mais ficou na minha cabeça por muito tempo”, uma declaração que revela o alto preço psicológico que as estrelas pagam após o fim de suas carreiras.
A trajetória de Ronaldo Nazário é difícil de ser repetida; ele participou de quatro edições da Copa do Mundo e conquistou dois títulos, além de ter defendido as cores de gigantes da Europa: Real Madrid, Barcelona, Inter de Milão e AC Milan. Apesar de ter se aposentado, ele não se afastou totalmente dos gramados, tendo assumido funções administrativas no Cruzeiro entre 2021 e 2024 e sido sócio do Real Valladolid de 2018 a 2025.

