Robert Maaskant foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira, em Roosendaal, como técnico da seleção de Tuvalu. Na ocasião, o treinador de 57 anos falou, entre outros assuntos, sobre a composição de sua comissão técnica, os problemas climáticos enfrentados pelo país e o valor de seu salário.
Muita gente se surpreendeu quando, no mês passado, foi anunciado que Maaskant assumiria a seleção de Tuvalu, um arquipélago no Oceano Pacífico ao norte de Fiji.
Maaskant ressalta que não aceitou o novo desafio por motivos financeiros. "Muitos conhecidos meus dizem: 'Ele deve estar fazendo isso pelo dinheiro'", conta. O treinador, porém, ri da suposição. "Mas não recebo um centavo, então desta vez não é bem assim." Apenas sua viagem e suas despesas são custeadas.
Ainda assim, Maaskant não precisou pensar muito quando Michiel van der Werf, diretor técnico da Tuvalu Islands Football Association (TIFA) e natural de Brabante, o procurou no último verão. "Eu já conhecia a história de Foppe (De Haan, ex-técnico da seleção de Tuvalu, nota da redação), é claro, e gosto de uma aventura. Acho uma bela meta conhecer o mundo por meio do futebol."
A mensagem social por trás do projeto também pesou em sua decisão. Tuvalu está ameaçado pela elevação do nível do mar causada pelas mudanças climáticas. Maaskant espera usar sua nova função para chamar a atenção para esse problema.
"Essa questão, é claro, vai além do esporte. Mas o futebol pode ajudar a chamar a atenção para o problema. Não sou nenhum revolucionário do clima, mas acho bonito se pudermos ajudar um pouquinho o mundo por meio do futebol. Também por isso considero este um projeto fantástico."
Durante sua apresentação, Maaskant também anunciou quem vai trabalhar com ele em Tuvalu. Kew Jaliens, que disputou dez partidas pela seleção holandesa, será seu auxiliar. O holandês Thijs Matla e os auxiliares tuvaluanos Nabil Alefaio e Pasene Siale também integram a comissão técnica.

