Tsuyoshi Watanabe lamenta a demissão de Robin van Persie do cargo de técnico do Feyenoord. O zagueiro japonês afirmou que sempre contou com a confiança do treinador, que foi demitido do De Kuip após uma avaliação da diretoria. Watanabe é, aliás, o primeiro jogador a se pronunciar sobre a saída repentina de Van Persie.
O diretor técnico Dévy Rigaux e o diretor geral Robert Eenhoorn chegaram à conclusão, no domingo, de que não há futuro para Van Persie no Feyenoord. A dupla está agora em busca de um sucessor adequado que possa iniciar a preparação para a nova temporada.
“Acho a demissão dele muito triste”, declarou Watanabe, visivelmente abatido, na quarta-feira ao meio de comunicação japonês Gekisaka. “Ele sempre depositou muita confiança em mim, assim como Ayase (Ueda, red.).”
“Passamos juntos por momentos bons e ruins. Mas, no fim das contas, ficamos em segundo lugar e nos classificamos para a Liga dos Campeões. Já tínhamos conversado sobre querer fazer melhor na próxima temporada. E foi justamente nesse momento que veio a demissão dele. Não sei o motivo da diretoria do clube, mas lamento a decisão”, suspira o jogador da seleção japonesa alguns dias após a grande notícia vinda de Roterdã.
Watanabe analisa ainda: “Não sei exatamente qual é a intenção do clube. Mas estou sinceramente decepcionado com isso”, afirma o jogador do Feyenoord, que está com a seleção japonesa se preparando para a Copa do Mundo. No domingo, a seleção holandesa será o primeiro adversário na fase de grupos.
“O primeiro jogo em uma fase final é sempre muito importante. Conhecemos as qualidades da Holanda. Eles têm jogadores altos e fisicamente fortes à disposição. Mas também sou alguém que sabe usar bem o próprio corpo”, afirma Watanabe, sem medo da Oranje na véspera do confronto da Copa do Mundo.
O zagueiro central já dá conselhos aos seus companheiros de equipe sobre o confronto de domingo. “É especialmente importante que continuemos jogando de forma compacta. Se não conseguirmos um resultado no domingo, os outros dois jogos da fase de grupos serão imediatamente cruciais.” Suécia e Tunísia são os outros adversários do grupo F.



