Presidente do River Plate, Rodolfo D'Onofrio, se manifestou nesta quarta-feira (28), sobre a suposta decisão do Boca Juniors em não disputar a segunda partida da final da Copa Libertadores 2018. O Boca entregou um pedido oficial para o Tribunal de Disciplina da Conmebol solicitando a punição do River na competição, além da suspensão da partida.
Em coletiva de imprensa, D’Onofrio ressaltou que o River não tem culpa do ocorrido no último sábado (24). Na ocasião, alguns torcedores dos Millonarios apedrejaram o ônibus do rival durante a chegada no Monumental de Nunez. Segundo D'Onofrio, o presidente do Boca, Daniel Angelici, deverá cumprir com a palavra inicial de disputar a final do torneio sul-americano. Ambos presidentes teriam assinado um acordo após a anulação do clássico, no qual assumiram retornar aos gramados para disputarem o título no domingo seguinte (25).
“Nós concordamos em adiar o jogo, mas eu nunca pensei que estava escrevendo naquela noite um pedido de pontos, Daniel perdeu sua palavra, ele perdeu o que ele assinou. O River não queria ter uma vantagem esportiva”, ressaltou.
“Macri (ex-presidente do Boca e atual presidente da Argentina) me avisou que no domingo queria jogar, porque ele sabe o que isso significa. Querer culpar o River é uma invenção, é claro que eles não querem jogar, eles podem nos vencer, nós não somos tão bons assim. Temos que acabar com isso, o mundo está nos observando", disse.
D'Onofrio aproveitou para comentar sobre a conversa que teve com a comissão médica da Conmebol após os especialistas da entidade avaliarem os atletas do Boca Juniors: “Os médicos da Conmebol nos disseram que os atletas do Boca tiveram ferimentos leves e poderiam jogar. Quero que os jogadores fiquem bem fisicamente e psicologicamente. Eu disse para Angelici postergaríamos o jogo a qualquer momento. E Gallardo (técnico do River) estava de acordo com a posição tomada por nós. Não podem criticar a atitude de solidariedade do River”.
Por fim, o presidente comentou sobre a decisão da Conmebol em realizar a final fora da Argentina: "Eles não podem punir o River por isso. Estou tentando fazer uma reunião o mais rápido possível da cidade, para mostrar ao mundo que somos capazes de organizar o jogo”.





