Já está virando notícia repetida, mas Christian Cueva acumulou mais um episódio de indisciplina com a camisa do São Paulo. Já são vários desde que o meia peruano chegou ao clube em junho de 2016. O mais recente deles aconteceu na última terça-feira (23).
Cueva pediu para não viajar com a delegação são-paulina para o duelo desta quarta-feira (24), contra o Mirassol, no interior paulista, pela terceira rodada do Campeonato Paulista por ter ficado incomodado ao saber que ficaria no banco de reservas. Além disso, o jogador teria ficado insatisfeito com a recusa feita pela diretoria de uma proposta de 1 milhão de dólares (cerca de R$ 3,2 milhões) por empréstimo de uma temporada do Al Hilal, da Arábia Saudita, com preço de compra fixado ao término do vínculo de 4 milhões de dólares (aproximadamente R$ 12,8 milhões).
O São Paulo não tem interesse em se desfazer de Cueva de pelo menos até a Copa do Mundo. Há um ano e meio, o clube do Morumbi pagou R$ 8,8 milhões para trazer o peruano que estava no Toluca, do México.
Alexandre Schneider/Getty Images
(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)
No ano passado, uma situação parecida aconteceu no meio do ano, quando Cueva se recusou a participar do clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo primeiro turno do Brasileirão, por conta do desejo de ser negociado para o futebol turco.
Em setembro, após o empate em 2 a 2 com a Ponte Preta, Cueva passou pela zona mista e disse que quem tinha que explicar o resultado em casa era Rodrigo Caio, que, dois dias antes, cobrou mais comprometimento do meia. Alguns dias depois, o peruano concedeu entrevista coletiva, no CT da Barra Funda, para pedir desculpas.

(Foto: Erico Leonan/SPFC/Divulgação)
Já na reta final da competição nacional, com o São Paulo brigando contra o rebaixamento, o camisa 10 irritou os dirigentes do Tricolor ao atrasar sua volta ao Brasil após a classificação do Peru para a Copa do Mundo. Como punição, o meia foi multado.
Em 2018, o caso de agora não é o primeiro. Cueva se reapresentou ao clube com seis dias de atraso por estar participando de campanhas publicitárias no Peru. O meia até chegou a avisar a diretoria, mas em cima da hora, segundo o diretor-executivo de futebol Raí e novamente foi multado.


