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SV Elversberg v FC Bayern München - Bundesliga 2026/27Getty Images Sport
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A queda de rendimento de Lennart Karl no Bayern de Munique: três coisas que lhe faltam completamente no momento

Faz um ano que Lennart Karl despontou no Bayern de Munique. Seu primeiro gol pela equipe principal do clube foi contra o Club Brugge e fez dele o alemão mais jovem a marcar na história da Liga dos Campeões. O gol não foi apenas histórico, mas também muito bonito. Primeiro, um grande drible; depois, um chute preciso no ângulo direito. Os torcedores do Bayern chegaram a eleger o lance como o gol do mês de outubro.

O feito colocou o ponta-direita, então com apenas 17 anos, nas manchetes de toda a Europa. A empolgação logo ganhou contornos curiosos. O comentarista inglês Micah Richards, por exemplo, recitou ao vivo na televisão um poema que ele mesmo escreveu sobre Karl: "O jovem Karl Lennart, com a serenidade de um sábio, joga muito além da sua idade. Com talento e paixão, leva o Bayern mais alto. Uma estrela que ilumina o palco ao surgir em cena. Ele está, sem dúvida, no caminho certo."

Karl também marcou nas partidas seguintes da Liga dos Campeões, contra Arsenal e Sporting de Lisboa, e superou Kylian Mbappé como o jogador mais jovem a balançar as redes em três jogos consecutivos da competição. Naquele segundo semestre de 2025, Karl jogava com uma leveza admirável. Olhar para trás provoca saudade, porque essa leveza há muito desapareceu. Justamente na Liga dos Campeões, onde havia ganhado os holofotes, ele viveu agora o pior momento de sua carreira profissional até aqui.

No empate por 3 a 3 contra o Viking Stavanger, o técnico Vincent Kompany o escalou como titular pela terceira vez nesta temporada. O balanço de Karl: dois chutes sem perigo, nenhum drible bem-sucedido, nenhuma disputa de bola vencida, contrapressão deficiente na jogada que originou o 2 a 0 e substituição no intervalo. O que aconteceu com a jovem promessa?

Próximas partidas

A empolgante temporada de estreia de Lennart Karl terminou sem Copa do Mundo

Comecemos por uma visita a um fã-clube durante a última pausa de inverno, quando ele chamou o Real Madrid de "meu clube dos sonhos", declaração que naturalmente gerou grande debate. Pela primeira vez, Karl estava no centro das atenções por algo que não tinha relação com seu desempenho em campo.

No início do segundo turno, Karl teve atuações bem mais discretas e menos felizes do que no segundo semestre. Uma jogada contra o TSG Hoffenheim, no início de fevereiro, resume esse período: ele se atrapalhou ao tentar uma série interminável de pedaladas. A bola saiu pela lateral, e seu marcador, Alexander Prass, ergueu o polegar em tom de deboche. De repente, Karl também passou a ficar no banco durante partidas inteiras. A partir de março, voltou a se destacar, até ser parado por uma ruptura muscular na coxa.

Aparentemente para chamar a atenção mesmo durante o período afastado por lesão, Karl apareceu nas arquibancadas da Allianz Arena para o jogo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, seu "clube dos sonhos", com um traje curioso, inteiramente rosa. Assim como sua declaração sobre o Real, a escolha provocou debate público: ele pode fazer isso? É claro que pode! Mas se a repercussão inevitável ajuda sua concentração no futebol é outra questão.

Karl voltou a tempo da reta final da temporada e encerrou seu primeiro ano com impressionantes 1.984 minutos em campo e números ainda mais impressionantes de 17 participações em gols. Como consequência, o técnico da seleção alemã, Julian Nagelsmann, o convocou para a Copa do Mundo e chegou a indicar que ele poderia ser titular. Karl era visto como a grande esperança da Alemanha, até sofrer outra ruptura muscular durante um treino e deixar a concentração da seleção alemã aos prantos. Reabilitação em vez de Copa do Mundo. 

imago-sport-1083206468.jpgIMAGO

Lennart Karl: gol contra o Elversberg, mas sem sair como vencedor

Karl perdeu toda a pré-temporada do Bayern e só voltou a jogar na estreia da Bundesliga, contra o Stuttgart, quando entrou no decorrer da partida. "Foi um caminho muito, muito difícil", recordou na época. Justamente em sua primeira partida como titular, contra o Schalke 04, no início de setembro, o Bayern cometeu seu primeiro tropeço da temporada. 

Contra o SV Elversberg, Karl voltou a começar jogando e até marcou um gol. Ainda assim, não pareceu sair como um vencedor da partida. Por um lado, por sua comemoração desnecessariamente provocativa diante da torcida do Elversberg, que passou a vaiá-lo sistematicamente. Por outro, porque Kompany o tirou de campo em uma substituição quádrupla logo após o empate do Elversberg. Só com a nova formação o Bayern engrenou de vez e conseguiu vencer por 2 a 1. 

Karl ficou fora da atuação de gala seguinte, contra o Union Berlin, por problemas musculares. Na seleção alemã, teve uma atuação apagada em sua primeira partida sob o comando de Jürgen Klopp. E agora veio a substituição no intervalo em Stavanger. 

Lennart Karl no Bayern: seus companheiros também enfrentam dificuldades

Oscilações desse tipo são perfeitamente normais no desenvolvimento de um jogador de 18 anos. O fato de já se falar, por vezes, em crise diante de sua situação atual diz, antes de tudo, muito sobre sua rápida evolução na temporada passada. Torcedores e dirigentes já não veem Karl como uma promessa, mas como um integrante pleno do elenco. As expectativas acompanham essa mudança. Também é claro que quem provoca reações de forma consciente (o Real como clube dos sonhos, o traje rosa, a sequência de pedaladas, a comemoração diante da torcida do Elversberg) atrai automaticamente mais atenção pública. As avaliações, por consequência, ficam mais intensas em todas as direções.

Em campo, a ousadia é uma das grandes virtudes de Karl. Ele não é um jogador que se limita a fazer o básico com segurança. Em suas jogadas, dribles e chutes, gosta de assumir grandes riscos. Por isso, ou nada dá certo ou ele joga de maneira extraordinária. Mais até do que outros jogadores, Karl depende da boa fase, do embalo, da leveza. No momento, falta-lhe tudo isso. Em algum momento, essa leveza voltará de repente. No primeiro semestre passado, ele também voltou a se destacar após semanas difíceis. Por enquanto, é justo aceitar que ele passe por fases assim e encare a situação com tranquilidade. Mas, para se firmar a longo prazo no Bayern, precisará tornar suas atuações gradualmente mais consistentes, sobretudo no trabalho sem a bola.

Com um elenco reduzido e um calendário apertado, Karl inevitavelmente continuará a receber oportunidades, ainda mais porque seus companheiros no ataque do Bayern também enfrentam dificuldades por motivos diferentes. Ismael Saibari, que entrou em seu lugar no intervalo em Stavanger, acabou substituído novamente na reta final. Jamal Musiala ainda trabalha para voltar a jogar. Serge Gnabry está apenas começando a recuperar sua antiga forma após a lesão. Luis Díaz parece jogar sob tensão há semanas. Michael Olise está suspenso do próximo jogo da Liga dos Campeões, contra o Arsenal, por causa da expulsão em Stavanger. Talvez o maior dos palcos seja justamente o momento certo para o grande retorno de Karl.

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