Antoine Griezmann se tornou uma das maiores referências da história recente do Atlético de Madrid. Desde a chegada aos colchoneros, em meados de 2014, o jogador desenvolveu o estilo de jogo de maneira que passou a ser notado por outros mercados de maneira exponencial.
No entanto, a próxima janela de transferências já reserva uma tensão maior que outras por conta de um forte candidato a contar com os serviços do francês: o Barcelona. A equipe blaugrana tem aparecido nos jornais como a principal interessada em fazer uma oferta por Griezmann para repor a ausência de Neymar, tanto na parte dos gramados, quanto como uma referência. Mas o que o Atlético perderia em uma eventual saída do camisa 7?
Organização tática
Griezmann tem sido escalado por Diego Simeone como o parceiro de ataque de Diego Costa, num 4-4-2 robusto defensivamente, porém perigoso no ataque. A rapidez e presença de campo do jogador são aspectos que o torna especial na equipe. Ele, a princípio, começa o jogo na ponta direita, porém consegue ter fluidez suficiente para buscar o jogo no meio-campo e ficar solto na intermediária.

(Foto: Getty Images)

A última partida, contra o Olympique de Marseille, foi uma prova disso. Ele esteve presente de maneira intensa no setor ofensivo, mas era presente no campo de defesa sempre que necessário, já que o sistema proposto pelo técnico argentino se baseia na participação ativa dos onze atletas, de modo que a dedicação coletiva consiga neutralizar as ameaças rivais. Caso saia, o clube teria que buscar alguém que tivesse a mesma versatilidade, fosse ativo de maneira constante e oferecesse poder de decisão individual, como o francês.
Referência para a torcida
É de conhecimento geral que o Atlético passa por uma transformação na equipe, em relação à troca de jogadores que são modelos para o conjunto. Godín e Gabi, apesar de estarem numa fase boa e regular, estão com idade avançada e não podem mais fazer o mesmo esforço que há quatro anos, quando conquistaram La Liga, por exemplo.
Jan Oblak é um pilar para o futuro, com as atuações seguras e senso de liderança natural para um goleiro. Além dele, José Giménez é outro postulante a ídolo do time. Mas Griezmann pode ser o maior do elenco, caso fique.

(Foto: Getty Images)

Sua entrega a cada jogada, a habilidade e técnica são fatores que o torna especial. Simeone valoriza jogadores que possuem essa característica, muito por conta do "calor latino" que coloca a cada partida, e, por consequência, entrega um espetáculo a parte aos torcedores. E o francês concentra tudo isso, tornando a empatia e identificação mais fáceis.
E se sair, quem vem?
Partindo do princípio que o camisa 7 vá mesmo para o Barcelona, os colchoneros teriam que correr atrás de alguém que pudesse se tornar tão útil e se doasse tanto para o coletivo quanto Antoine.
Uma solução estaria no próprio clube, com a ascensão de Ángel Correa à titularidade. O argentino consegue desempenhar um papel semelhante ao do francês e, por já ter conhecimento do clube, não enfrentaria dificuldades na adaptação. Outra possibilidade seria a de ter o retorno de Luciano Vietto ao elenco. Atualmente, ele está emprestado ao Valencia, e tem características semelhantes ao jogador da seleção da França. Os empréstimos seguidos deram maturidade ao meia, e ele pode demonstrar o quanto é valioso ao clube agora.
No mercado, outras opções podem ser exploradas, mas é uma incógnita saber qual o alvo a mirar. Simeone normalmente observa com carinho jogadores jovens da América do Sul, como foi perceptível em temporadas anteriores. Em segundo plano, fica o mercado europeu, também com foco em atletas com potencial.



