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Cabo Verde v Saudi Arabia: Group H - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport
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O herói do caso Vinícius... Por que os argentinos temem a arbitragem da partida do Egito na Copa do Mundo?

Parece que uma missão repleta de riscos aguarda o árbitro francês François Litxer, quando ele apitar para conduzir o confronto acirrado entre Egito e Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. 

Antes do início da partida, a nomeação de Litxer tornou-se um tema de debate público na Argentina, em meio a acusações antecipadas de falta de imparcialidade e dúvidas quanto à integridade da arbitragem.

Todas as decisões do árbitro francês, eleito o melhor árbitro do mundo em 2024, estão sujeitas a um escrutínio sem precedentes, diante da crescente rivalidade futebolística entre França e Argentina desde a final da Copa do Mundo de 2022 e dos temores da torcida argentina de que se repita o cenário “favorecimento arbitral” que, na opinião deles, tem acompanhado a seleção de seu país desde o início do torneio.

“Não queremos um francês”... Tempestade de indignação argentina

Assim que a Federação Internacional anunciou a nomeação de Leitexer, as redes sociais na Argentina explodiram com comentários indignados. Um torcedor escreveu na conta oficial da Federação Argentina: “Não podemos exigir que ele seja substituído por alguém mais imparcial?”. 

Já outro acrescentou: “Eles querem nos roubar! Não devemos permitir que um francês apite nossa seleção”.

Essa reação ocorre apesar de Letxer estar prestes a apitar sua terceira partida na Copa do Mundo, após ter conduzido com sucesso os confrontos contra a Costa do Marfim e o Equador (1 a 0) e entre Cabo Verde e a Arábia Saudita (0 a 0) na fase de grupos.

Essas acusações aumentaram a tensão em torno da situação do árbitro francês, especialmente porque a seleção argentina está sob os holofotes desde o início do torneio devido a várias decisões arbitrais polêmicas. Entre elas, destacam-se uma entrada violenta de Lionel Messi contra a Argélia, que passou sem revisão ou punição; um pênalti de validade questionável contra a Áustria, marcado após consulta ao VAR; além da marcação de apenas 3 minutos de acréscimos contra Cabo Verde, enquanto o adversário pressionava em busca do empate.

Letxer responde: “Meu objetivo é a imparcialidade... e a vitória nem sempre está ligada a ela”

Diante dessas pressões, Litxer já havia se antecipado à polêmica em uma entrevista ao canal RMC Sport em maio passado sobre sua filosofia na condução de grandes partidas. Ele disse:

“Meu objetivo é tomar as decisões corretas e garantir que a partida transcorra em boas condições, respeitando a integridade esportiva. Já para os jogadores, o objetivo é vencer. E, às vezes, a vitória nem sempre está ligada à integridade esportiva. Por isso, nossos objetivos podem entrar em conflito.”

Ele enfatizou que a chave para a aceitação das decisões é a compreensão: “Se a decisão for compreendida, ela será aceita. Isso é quase certo. Isso requer um trabalho técnico preciso, uma gestão eficaz, educação, capacidade de ouvir e, às vezes, empatia”.

Uma situação anterior na Liga dos Campeões com um jogador argentino

Litxer, que recebeu amplos elogios por sua conduta em relação ao incidente envolvendo Vinícius e Prestiani (o argentino) na temporada passada, é conhecido por não deixar nada ao acaso. Ele revelou que treina seus discursos para os árbitros e para o público por meio do novo sistema de som: “Eu imagino sistematicamente o anúncio que talvez tenha de fazer em campo. Esse trabalho de antecipação e preparação me permite ser o mais claro possível”.

Ele contará com a colaboração de uma equipe de confiança, composta por seus assistentes Cyril Mougnier e Mehdi Rahmouni, com quem trabalha há mais de dez anos, além dos noruegueses Espen Eskas, como quarto árbitro, e Isaac Bashievkin, na sala do VAR.

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