Em uma única frase, Marc Cucurella resumiu a dimensão da mudança que o Real Madrid vive com o retorno de José Mourinho para uma segunda passagem no Santiago Bernabéu, afirmando que o treinador português transformou seu compatriota Cristiano Ronaldo no parâmetro e no exemplo a ser seguido por todos os jogadores do time.
O lateral catalão voltou à Espanha após cinco anos passados na Inglaterra, vindo do Chelsea por 55 milhões de euros, depois de ter conquistado com o clube o Mundial de Clubes no verão de 2025 e de ter vencido a Copa do Mundo com a seleção espanhola, tornando-se uma das principais contratações do Real em um mercado revolucionário que incluiu também Bernardo Silva e Yan Diomandé.
Cucurella disse, em entrevista exclusiva ao canal oficial do clube, a "RMTV", após se juntar aos treinos em Valdebebas: "Mourinho quer que treinemos como Cristiano Ronaldo treina, e mais do que isso, ele o toma como referência para o que um jogador do Real Madrid deve ser".
E acrescentou o lateral de 27 anos: "Mourinho me transmitiu muita confiança e tranquilidade, ele nos disse no campo que temos que jogar aquilo em que somos bons e nos divertir, e fazer aquilo que todos nós queremos, que é vencer e fazer uma temporada incrível".
A referência de Mourinho a Ronaldo não foi surpresa, já que o craque deixou uma marca indelével no clube como seu artilheiro histórico, além de ser compatriota do treinador, e Mourinho o considera o modelo ideal da mentalidade profissional que quer implantar em um vestiário que sofre com divisões após duas temporadas sem títulos.
Cucurella expressou seu orgulho por vestir a camisa branca ao dizer: "É uma grande honra, não acho que muitos possam dizer que vestiram esta camisa, tivemos grandes lendas aqui, é o maior clube da Europa, e estar aqui hoje é uma recompensa por todo o esforço que fiz ao longo da minha carreira".
O Real Madrid se prepara para sua primeira partida no campeonato diante do Espanyol, buscando um início forte que apague a decepção de sua torcida após o fracasso na contratação de Rodri, que preferiu se transferir para o Barcelona, num momento em que Florentino Pérez incumbiu Mourinho da missão de conter o avanço do Barcelona com a mesma estratégia que adotou uma década atrás.





