A eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026 não foi apenas uma derrota esportiva, mas se transformou em um choque nacional que abalou todo o país e desencadeou uma onda sem precedentes de críticas na mídia brasileira, que atribuiu ao técnico italiano Carlo Ancelotti e a vários astros da equipe, principalmente Neymar, pela responsabilidade pelo fim da campanha na Copa do Mundo.
A derrota para a seleção da Noruega pôs fim ao sonho dos brasileiros de reconquistar o título mundial e confirmou a continuidade do maior período de ausência do título da Copa do Mundo na história da “Seleção” desde sua primeira conquista. Além disso, a partida representou um final comovente para toda uma geração de jogadores, com destaque para Neymar, que apareceu abatido após o apito final e chorou amargamente no gramado, em uma cena que resumiu a magnitude da decepção.
Por outro lado, a seleção da Noruega entrou para a história depois que Erling Haaland a levou a uma conquista sem precedentes, eliminando um dos maiores favoritos ao título e protagonizando uma das maiores surpresas do torneio.
Globo: Haaland impôs seu domínio e o Brasil pagou o preço
A mídia da rede Globo Esporte destacou o impacto decisivo de Haaland na partida, com a manchete principal: “Haaland domina... o Brasil cai diante da Noruega e enfrenta o maior período sem conquistar o título da Copa do Mundo”, antes de continuar sua cobertura com outra manchete: “Haaland impõe seu domínio sobre o Brasil”.
A rede não se limitou a elogiar o astro norueguês, mas também atribuiu a culpa ao desempenho dos jogadores da seleção brasileira, com o analista Rodrigo Coutinho escrevendo: “A complacência e a falta de precisão foram os principais fatores para a eliminação do Brasil do torneio.”
Haaland, “o inevitável”… e um final triste para a trajetória de Neymar
Já a ESPN brasileira optou por descrever Haaland como “o Cyborg” e intitulou sua reportagem: “O Brasil é esmagado diante do inevitável Haaland e se despede da Copa do Mundo após a sexta derrota consecutiva para uma seleção europeia”.
A reportagem também destacou a última participação de Neymar na Copa do Mundo, observando que o capitão da seleção brasileira teve um final doloroso, depois de jogar apenas 55 minutos e marcar um gol no final da partida que não foi suficiente para mudar o resultado, antes de deixar o campo em lágrimas.
Em seu artigo, o colunista Paulo Kobos foi mais contundente, descrevendo a derrota como “um novo e triste capítulo na história do futebol brasileiro, que está gradualmente se desvanecendo”. Ele acrescentou que “o fracasso do Brasil na Copa do Mundo de 2026 não foi, de forma alguma, uma surpresa”.
Ele também criticou a decisão de convocar Neymar, classificando-a de “estranha”, enquanto descreveu o desempenho de Carlo Ancelotti durante o torneio como “desastroso”.
Ancelotti fracassou por causa de Neymar
Por sua vez, o site UOL lançou um ataque contundente ao técnico italiano, com o jornalista Arnaldo Ribeiro considerando que Ancelotti apresentou “um desempenho desastroso em uma partida decisiva”.
Ribero criticou as substituições feitas pelo técnico durante a partida, dizendo: “Na última substituição, quando colocou Endrick e Neymar no lugar dos alas, atendendo ao desejo da torcida, ele destruiu completamente o time”.
Em seguida, ele lançou a frase mais comentada após a partida, dizendo: “Não foi Neymar quem morreu ao abraçar Ancelotti, mas sim Ancelotti quem morreu ao abraçar Neymar”.
“A pior versão de Ancelotti”... e críticas às mudanças táticas
Em outra reportagem, os jornalistas Pedro López e Thiago Arantes consideraram que esta versão da seleção brasileira apresentou “o pior desempenho em uma Copa do Mundo desde 1990, que também é o pior na trajetória de Carlo Ancelotti com uma equipe de primeira linha”.
Já o jornalista Mauro César Pereira atribuiu ao técnico italiano a responsabilidade pelo colapso, afirmando que as mudanças que ele fez, especialmente a entrada de Neymar, foram a causa direta da perda de equilíbrio da seleção nos minutos finais.
“Escândalo”... Ataque contundente a Neymar e à geração atual
As críticas não se limitaram à comissão técnica, já que a jornalista Mili Lacombe publicou um artigo com um título contundente: “Brasil: pequeno, covarde, submisso, ridículo e vergonhoso”.
Ela criticou duramente a decisão de trazer Neymar de volta à seleção, descrevendo sua convocação como um “escândalo”, considerando que sua presença não se justificava.
Ela também dirigiu críticas contundentes à atual geração de jogadores, afirmando: “Este não é o Brasil do povo, mas o Brasil do poder, um Brasil extremamente individualista, que perdeu a identidade que sempre caracterizou o futebol brasileiro”.
Com essa eliminação dolorosa, o Brasil não enfrenta apenas o fim de sua trajetória na Copa do Mundo, mas entra em uma nova fase repleta de questionamentos sobre o futuro da seleção, o destino de Carlo Ancelotti e se a era de Neymar chegou ao fim de uma forma que ninguém gostaria que acontecesse.

