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Oscar Gloukh Maher CarrizoIMAGO
Traduzido por

O AD é implacável: “Será que o Ajax tem mesmo um departamento de olheiros? Apenas uma em cada quarenta contratações é um acerto em cheio”

A política de contratações do Ajax está falhando estruturalmente, afirma Johan Inan em uma análise detalhada publicada no Algemeen Dagblad. Ele chega a essa conclusão a partir de um dado preocupante: das quatro grandes contratações do último verão, nenhuma delas foi titular na última rodada contra o Feyenoord (1 a 1). 

Ele se refere a Oscar Gloukh, Kasper Dolberg, Ko Itakura e Raúl Moro. Este último já havia deixado o clube no inverno passado, rumo ao Osasuna. Segundo Inan, há várias explicações para o fracasso da política de transferências do Ajax. 

A primeira é a nomeação de dirigentes inexperientes. “O Ajax entregou as rédeas a candidatos que nunca haviam montado um elenco equilibrado avaliado em centenas de milhões”, diz Inan, referindo-se a Klaas-Jan Huntelaar, Gerry Hamstra, Sven Mislintat e Alex Kroes. 

No total, sob a liderança deles, quarenta jogadores foram trazidos para Amsterdã, dos quais apenas um pode realmente ser chamado de “acertou em cheio”: Jordan Henderson. Ironicamente, ele foi uma escolha de Kelvin de Lang, que assumiu temporariamente as funções de diretor técnico após a saída de Mislintat e a ausência de Huntelaar. 

A instabilidade administrativa também esteve na base da política fracassada. “A falta de visão, estrutura, liderança e supervisão aumentou a probabilidade de ações isoladas. Devido às muitas mudanças no núcleo técnico, nunca ficou clara uma linha de ação na política de contratações. O clube não possuía um plano de ação na forma de um plano técnico, com um estilo de jogo detalhado e perfis específicos.” 

“Outro fator que os envolvidos apontam como importante para o fracasso da política de contratações é o dinheiro. Nos dois primeiros anos, o Ajax podia gastar à vontade, mas nos últimos anos foi preciso apertar os cintos”, continua o AD, que, por fim, também vê o papel dos treinadores do Ajax como um fator importante para o declínio. 

“No Ajax, Steijn reclamava da política de contratações solitária de Mislintat, e Farioli nem sempre estava satisfeito com as contratações de Kroes e Beuker. Mas o que todos esses anos também provaram é que um técnico com uma avaliação correta do elenco pode limitar o número de erros. Sob o comando de Farioli, nenhuma das contratações recentes se revelou um fracasso.” 

“Edvardsen, que agora mal joga, rendeu. Weghorst e Klaassen foram achados de ouro, enquanto Josip Sutalo e Anton Gaaei, que sob o comando de Steijn ainda eram fracassados, de repente pareciam contratações bem-sucedidas. No verão passado, o Ajax mal conseguiu contratar quatro jogadores por mais de 10 milhões de euros. Três treinadores não conseguiram colocá-los em ação, em parte devido a lesões. Será que o Ajax tem mesmo um departamento de olheiros? Esse foi mais consultado em relação a um jogador do que a outro.”

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